Rússia “só abrirá portos da Ucrânia se as sanções forem revistas” após apelo da ONU, avisa ministério russo

Secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a escassez de alimentos alimentada pela guerra na Ucrânia pode causar “desnutrição, fome em massa e fome, em uma crise que pode durar anos” em todo o mundo

Francisco Laranjeira

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia garantiu esta quinta-feira que só vai considerar abrir o acesso aos portos ucranianos no Mar Negro se for considerada a retirada das sanções contra a Rússia, segundo informou a agência de notícias Interfax.

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“É preciso não apenas apelar para a Federação Russa mas também analisar profundamente todo o complexo de razões que causaram a atual crise alimentar e, em primeiro lugar, são as sanções que foram impostas contra a Rússia pelos EUA e pela UE que interferem com o livre comércio normal, abrangendo produtos alimentícios, incluindo trigo, fertilizantes e outros”, disse Andrei Rudenko, vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, em resposta aos pedidos de David Beasley, chefe das Nações Unidas, que apelou a Vladimir Putin garantindo que milhões de pessoas morreriam em todo o mundo por causa do bloqueio russo.

O Programa Mundial de Alimentos, da responsabilidade de David Beasley, alimenta cerca de 125 milhões de pessoas e compra 50% dos seus grãos à Ucrânia, que está entre os cinco maiores exportadores globais de vários produtos agrícolas vitais, incluindo milho, trigo e cevada, além de ser um importante exportador de girassol e farelo.

Também esta quinta-feira, o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a escassez de alimentos alimentada pela guerra na Ucrânia pode causar “desnutrição, fome em massa e fome, em uma crise que pode durar anos” em todo o mundo.

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