Rússia revela acidentalmente moradas dos espiões e seguranças de Putin

s autoridades russas revelaram acidentalmente as moradas de edifícios dos serviços secretos, de agentes e espiões, em Moscovo e São Petersburgo, revelou a investigação de um projeto jornalístico da oposição ao regime de Putin.

Pedro Gonçalves
Outubro 2, 2023
16:39

s autoridades russas revelaram acidentalmente as moradas de edifícios dos serviços secretos, de agentes e espiões, em Moscovo e São Petersburgo, revelou a investigação de um projeto jornalístico da oposição ao regime de Putin.

O The Dossier Center, lançado por Mikhail Khodorkovsky, figura da oposição russa, revelou que descobriu as moradas listadas num documento de 434 páginas intitulado ‘Grupo Espacial’, publicado no site da Câmara Municipal de Moscovo. O documento em causa listava as propriades nas quais “não podem haver quaisquer apagões elétricos”.

O documento era assinado por Vyacheslav Torsunov, vereador da habitação e dos serviços comuns, e Andrey Kovalev, diretor da Mosenergosby, operadora elétrica que assegura o fornecimento de eletricidade a Moscovo, e aprovado pelo presidente da Câmara, Sergey Sobyanin.

A lista, segundo o grupo, inclui várias moradas onde funcionam organismos do Departamento Central de Informações (GRU, a agência de espionagem militar), bem como de agentes, responsáveis, de membros dos serviços secretos, incluindo os guarda-costas de Putin, armazéns de armas e outras instalações governamentais e militares secretas.

A maior parte das moradas concentra-se em edifícios em Serebryany Bor, uma zona de parque natural protegido no distrito moscovita de Khoroshevo-Mnevniki, onde vivem figuras proeminentes do regime e milionários russos. Um dos exemplos de moradores nesta zona é o Cardeal Patriarca ortodoxo Kirill, que tem uma mansão neste local.

Para além de casas e edifícios que albergam ‘esconderijo’ de elementos dos serviços secretos durante operações ou para treino, é indicado nos documentos onde fica um armazenamento de munições e armamento na região de Leninegrado, detalha o projeto de jornalismo de investigação.

Após a divulgação, o documento que estava publicado pelas autoridades russas, e acessível ao público, foi entretanto apagado.

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