Rússia quer acabar guerra a 9 de maio, dizem forças armadas ucranianas

A data consta de um relatório, no qual o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia afirma que as tropas russas receberam a notícia de que o fim da guerra será nesse mesmo dia. 

Simone Silva
Março 25, 2022
8:50

À medida que o ataque russo na Ucrânia continua, o exército ucraniano disse na noite de quinta-feira que Moscovo quer acabar com a guerra no dia 9 de maio, dia em que as tropas alemãs foram derrotadas no final da II Guerra Mundial.

A data consta de um relatório a que o ‘Kyiv Independent’ – que cita fontes dos serviços de informação ucranianos – teve acesso e no qual o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia afirma que as tropas russas receberam a notícia de que o fim da guerra será nesse mesmo dia.

A data é amplamente comemorada na Rússia como o dia da vitória sobre a Alemanha nazi.

Enquanto isso, a Ucrânia acusou Moscovo de levar à força centenas de milhares de civis para a Rússia, alegando que alguns deles podem ser usados ​​como “reféns” para pressionar Kiev a desistir da guerra.

Lyudmyla Denisova, ex-deputada ucraniana, disse que mais de 400 mil pessoas, incluindo 84 mil crianças, foram levadas contra a sua vontade, segundo um relatório da Associated Press.

O Kremlin deu números quase idênticos, mas contrariou a versão de Denisova, ao referir que essas pessoas queriam ir para a Rússia, por livre vontade, e não foram obrigadas a fazê-lo.

Por outro lado, o presidente dos EUA, Joe Biden, em conjunto com aliados ocidentais prometeram novas sanções e ajuda humanitária à Ucrânia, mas as suas ofertas ficaram aquém de uma assistência militar mais robusta, pedida pelo presidente Volodymyr Zelensky.

O responsável sublinhou na quinta-feira que a NATO “ainda tem de provar o que pode fazer para salvar pessoas” e “mostrar que é, verdadeiramente, a associação de defesa mais poderosa do mundo”, disse. “O mundo está à espera e a Ucrânia está muito à espera de ação real”, acrescentou.

Zelensky pediu ainda mais meios militares, lamentando que a Ucrânia ainda não tenha recebido o suficiente, nomeadamente apoio aéreo. “Estamos em condições desiguais há mais de um mês”, reiterou pedindo apoio militar sem “restrições”.

“Para salvar o povo e as nossas cidades, a Ucrânia necessita de assistência militar sem restrições. Tal como a Rússia utiliza, sem restrições, todo o seu arsenal contra nós”, afirmou.

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