À medida que o ataque russo na Ucrânia continua, o exército ucraniano disse na noite de quinta-feira que Moscovo quer acabar com a guerra no dia 9 de maio, dia em que as tropas alemãs foram derrotadas no final da II Guerra Mundial.
⚡️Ukrainian army: Russia wants to end war by May 9.
According to intelligence from the General Staff of the Armed Forces of Ukraine, Russian troops are being told that the war must end by May 9 – widely celebrated in Russia as the day of victory over the Nazi Germany.
— The Kyiv Independent (@KyivIndependent) March 24, 2022
A data consta de um relatório a que o ‘Kyiv Independent’ – que cita fontes dos serviços de informação ucranianos – teve acesso e no qual o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia afirma que as tropas russas receberam a notícia de que o fim da guerra será nesse mesmo dia.
A data é amplamente comemorada na Rússia como o dia da vitória sobre a Alemanha nazi.
Enquanto isso, a Ucrânia acusou Moscovo de levar à força centenas de milhares de civis para a Rússia, alegando que alguns deles podem ser usados como “reféns” para pressionar Kiev a desistir da guerra.
Lyudmyla Denisova, ex-deputada ucraniana, disse que mais de 400 mil pessoas, incluindo 84 mil crianças, foram levadas contra a sua vontade, segundo um relatório da Associated Press.
O Kremlin deu números quase idênticos, mas contrariou a versão de Denisova, ao referir que essas pessoas queriam ir para a Rússia, por livre vontade, e não foram obrigadas a fazê-lo.
Por outro lado, o presidente dos EUA, Joe Biden, em conjunto com aliados ocidentais prometeram novas sanções e ajuda humanitária à Ucrânia, mas as suas ofertas ficaram aquém de uma assistência militar mais robusta, pedida pelo presidente Volodymyr Zelensky.
O responsável sublinhou na quinta-feira que a NATO “ainda tem de provar o que pode fazer para salvar pessoas” e “mostrar que é, verdadeiramente, a associação de defesa mais poderosa do mundo”, disse. “O mundo está à espera e a Ucrânia está muito à espera de ação real”, acrescentou.
Zelensky pediu ainda mais meios militares, lamentando que a Ucrânia ainda não tenha recebido o suficiente, nomeadamente apoio aéreo. “Estamos em condições desiguais há mais de um mês”, reiterou pedindo apoio militar sem “restrições”.
“Para salvar o povo e as nossas cidades, a Ucrânia necessita de assistência militar sem restrições. Tal como a Rússia utiliza, sem restrições, todo o seu arsenal contra nós”, afirmou.








