Rússia puxa os holofotes para si. Vacina Suptnik V também tem 90% de eficácia, garante governo

A Rússia afirmou hoje que sua vacina contra a Covid-19 também é 90% eficaz, declaração que surgiu imediatamente após a Pfizer ter anunciado a mesma informação.

Simone Silva

A Rússia afirmou, esta segunda-feira, que a sua vacina contra a Covid-19, envolta em alguma polémica, também é 90% eficaz, um anúncio que surgiu imediatamente após a Pfizer ter gerado uma onda de otimismo em todo o mundo ao revelar exatamente o mesmo valor para a sua própria vacina, avança o ‘Daily Mail’.

A chamada Sputnik V de Moscovo foi aprovada em agosto, ainda antes de os testes clínicos em humanos serem concluídos, o que causou diversas críticas por parte de cientistas. Agora, depois da Pfizer ter anunciado uma eficácia de 90% da sua vacina, o ministério da Saúde da Rússia afirmou que o seu próprio produto era igualmente eficaz, citando dados recolhidos de vacinas.

«Somos responsáveis ​​por monitorizar a eficácia da vacina Sputnik V entre os cidadãos que a receberam como parte do programa de vacinação em massa», disse Oksana Drapkina, diretora do instituto oficial de pesquisa. «Com base nas nossas observações, (a eficácia) também é de cerca de 90%, o que é uma boa notícia para todos», acrescentou.

Contudo, Alexander Gintsburg, diretor do Instituto Gamaleya de Moscovo, que desenvolveu a vacina candidata russa, disse que recebeu a notícia da Pfizer, mas não confirmou resultados iguais. «Num futuro próximo, esperamos publicar os resultados provisórios do teste da vacina Sputnik V, os chamados testes de Fase III. Tenho a certeza que o seu nível de eficácia também será alto», reforçou.

De recordar que o Presidente russo, Vladimir Putin, anunciou, em agosto passado, que a Rússia se tinha tornado no primeiro país a registar uma vacina contra a doença viral, alegando que tinha «passado em todos os testes necessários».

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Putin disse então que a vacina oferece uma «imunidade sustentável» contra Covid-19, sublinhando que a sua filha já tinha sido administrada com a vacina, com a Rússia a planear injeções em massa antes do final de 2020.

Embora pequenos testes possam mostrar se uma vacina é provavelmente segura, a Rússia não divulgou nenhum resultado dos testes de Fase III, que costumam durar meses, e medem a sua eficácia, o que suscitou muitas dúvidas sobre a segurança e eficácia do fármaco. Em contraste, o anúncio da Pfizer de hoje é baseado nos resultados dos testes de Fase III.

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