A Rússia está a tentar impor as suas leis aos estados membros da aliança militar da NATO, segundo indicou esta segunda-feira o ISW (Instituto para o Estudo da Guerra), sobre as mais recentes observações do procurador-geral da Rússia, Igor Krasnov.
De acordo com o responsável russo, Moscovo “continuará a fazer valer o seu direito, contrariamente ao direito internacional, de fazer cumprir a lei federal russa sobre funcionários da NATO e dos estados pós-soviéticos pelas suas ações tomadas dentro do território dos seus próprios países onde os tribunais russos não têm jurisdição”, destacou o ISW.
“O Kremlin continua os esforços para fazer cumprir as leis federais russas nos países pós-soviéticos onde a Rússia não tem jurisdição legal”, sublinhou o think tank.
O grupo de reflexão lembrou que vários funcionários de países da NATO – por exemplo, o ministro dos Assuntos Internos da Estónia, Lauri Laanemets, e a primeira-ministra da Estónia, Kaja Kallas – foram colocados pelo Ministério dos Assuntos Internos da Rússia na sua lista de procurados por “supostamente violarem várias leis russas” dentro dos respetivos países.
“A ISW continua a avaliar que a tentativa do Kremlin de fazer cumprir as suas leis federais sobre os funcionários da NATO nega efetivamente a soberania desses estados e faz parte dos esforços russos para estabelecer condições informativas que justifiquem possíveis escaladas russas contra países da NATO no futuro”, concluiu o think tank.



