A Rússia pode ficar sem dinheiro em 2024, avisou esta quinta-feira o oligarca Oleg Deripaska, exceto se assegurar investimentos de países “amigos”. “Não haverá dinheiro já no ano que vem. Vamos precisar de investidores estrangeiros”, explicou o magnata de energia e metais e que já foi a pessoa mais rica da Rússia.
Conforme as sanções ocidentais vão ‘apertando’ – que incluem Derispaka, alvo das sanções do Reino Unido, Estados Unidos e União Europeia -, os fundos “estão a acabar e é por isso que o Governo russo já começou a ‘sacudir-nos'”, apontou o oligarca, durante uma conferência de investimentos realizada na Sibéria.
Segundo o empresário, a Rússia está a sofrer uma pressão “séria” das sanções ocidentais e que deve procurar outros países, com “recursos sérios”, para investir. “Achávamos que éramos um país europeu”, aponto Deripaska, fundador da Rusal, a maior produtora de alumínio fora da China. “Agora, nos próximos 25 anos, teremos de pensar mais sobre o nosso passado asiático.”
Segundo a agência europeia de classificação Scope, o déficit orçamental da Rússia pode subir para 3,5% do PIB, em comparação com a previsão do Kremlin de 2%: em 2022, o déficit oficial foi de 2,2%.
Para a Scope, é devido à queda das receitas das exportações de petróleo e gás. “As sanções e a guerra estão a restringir a flexibilidade fiscal da Rússia devido às menores receitas de exportação de energia, maiores gastos relacionados com a guerra e declínio constante do PIB”, apontou, salientando que as verbas utilizadas para custear a invasão da Ucrânia prejudicariam a economia russa a longo prazo, porque foram desviadas de investimentos em infraestruturas, digitalização, habitação e proteção ambiental.














