A Rússia mostrou-se disponível para discutir um cessar-fogo temporário com a Ucrânia desde que haja progressos para um acordo de paz final, avançou esta sexta-feira a publicação ‘Bloomberg’.
Naquele que foi o primeiro sinal positivo de Vladimir Putin às exigências de um cessar-fogo de Donald Trump, a oferta foi transmitida nas negociações do mês passado na Arábia Saudita entre as principais autoridades russas e americanas, embora com condições.
Para concordar com o fim das hostilidades, para Moscovo, teria de haver um entendimento claro sobre os princípios da estrutura do acordo final de paz, salientaram duas fontes à publicação americana. A Rússia vai insistir, em particular, no estabelecimento de parâmetros de uma eventual missão de manutenção da paz, incluindo concordar com os países que poderão participar.
Os detalhes tornaram-se mais claros conforme Kiev e Washington planeiam um encontro na Arábia Saudita na próxima terça-feira: de acordo com o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, a reunião vai procurar alcançar “um estrutura para um acordo de paz e um cessar-fogo inicial”.
A Rússia indicou ainda que não aceitará a presença de tropas da NATO em solo ucraniano, rejeitando uma proposta de países europeus de avançar para uma “coligação” para ajudar a monitorizar o acordo de paz – não se opôs, no entanto, que países como a China – que se manteve neutra durante o conflito – possam colocar tropas na Ucrânia.
O presidente russo já tinha, em dezembro último, rejeitado a oferta de Donald Trump para uma rápida paragem na guerra. “Não precisamos de uma trégua, precisamos de paz: a longo prazo, durável, com garantias para a Federação Russa e os seus cidadãos”. Moscovo também rejeitou esta semana um plano franco-britânico para uma trégua parcial de um mês, cobrindo operações aéreas e marítimas, incluindo uma pausa de ataques que visam a infraestrutura energética da Ucrânia.






