Em (mais um) gesto de apoio ao governo venezuelano, as autoridades russas fizeram um apelo formal à oposição da Venezuela nesta terça-feira, solicitando que aceitem a derrota nas recentes eleições presidenciais que deram a vitória a Nicolás Maduro, com os resultados amplamente contestados.
O Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela anunciou, no último domingo, a vitória do atual presidente, Nicolás Maduro, com pouco mais de 51% dos votos, frente ao candidato dissidente Edmundo González.
Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin, reiterou a posição do governo russo, que acredita ser crucial que a oposição aceite os resultados e dê os parabéns a Maduro. “Vemos que a oposição não quer aceitar a sua derrota, embora acreditamos que deveria fazê-lo e felicitar o vencedor destas eleições,” afirmou Peskov. Este posicionamento segue a linha do presidente russo, Vladimir Putin, que já havia congratulado Maduro pela sua vitória no dia anterior.
A administração de Maduro considera a eleição como um triunfo legítimo, enquanto a oposição denuncia a ocorrência de fraude. Segundo os opositores, que baseiam suas alegações em documentos aos quais tiveram acesso, Edmundo González teria realmente vencido as eleições com mais de 70% dos votos. A oposição critica o processo eleitoral e refuta o resultado oficial, considerando-o manipulado e não representativo da vontade popular.
Em resposta às críticas, Moscovo enfatizou a importância de evitar interferências externas nos assuntos internos da Venezuela. A Rússia tem sido firme em sua posição de que os “tentativas de mudar a situação dentro da Venezuela não devem ser impulsionadas por países terceiros,” destacando a necessidade de garantir que o país sul-americano esteja “livre de interferências externas.”














