Rússia garante que troca de prisioneiros só foi possível “graças à postura dura de Putin”

Segundo Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, “o destino de todos os russos” detidos nos Estados Unidos continua a ser “uma preocupação constante” para o Governo russo

Francisco Laranjeira

As autoridades russas garantiram, esta sexta-feira, que a troca de prisioneiros acordada com vários países ocidentais só foi possível “graças à postura dura” do presidente russo, Vladimir Putin, que “insistiu na necessidade de que fosse uma troca e não apenas uma libertação como sinal de boa vontade” por parte de Moscovo.

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Segundo Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, “o destino de todos os russos” detidos nos Estados Unidos continua a ser “uma preocupação constante” para o Governo russo, lembrando que foi o próprio Putin quem afirmou no passado que este tipo de trocas não correspondem exatamente aos gestos.

“Quando ele nos devolverem o nosso povo é que poderemos falar sobre trocas”, relatou Peskov. “Esta posição é que tem dado resultados, e agora o nosso povo regressou a casa”, referiu, citado pela agência de notícias estatal russa ‘TASS’.

Nesse sentido, explicou que as negociações têm sido realizadas principalmente entre os serviços de Inteligência da Rússia e dos Estados Unidos, razão pela qual, indicou, o presidente americano Joe Biden não tenha intervindo, aproveitando a oportunidade para agradecer à Bielorrússia pelo seu papel.

Alexander Lukashenko, presidente bielorrusso, garantiu, por sua vez, que Biden não participou, acusando-o de tentar “marcar pontos” pelo ocorrido. “O presidente dos EUA não teve nada a ver com a organização da troca de prisioneiros entre a Rússia e os países ocidentais”, afirmou, confirmando que Minsk ofereceu ajuda.

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Recorde-se que esta quinta-feira 26 prisioneiros de sete países viram-se envolvidos por um intercâmbio realizado com a Rússia em Ancara, capital da Turquia, país que coordenou este acordo que envolveu a transferência de 10 pessoas para a Rússia, 13 para a Alemanha e três para os Estados Unidos.

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