A Rússia enviou cerca de 30 mil soldados de combate e armas modernas para a Bielorrússia nos últimos dias, o maior destacamento militar de Moscovo para o país desde o fim da Guerra Fria, avança a ‘Reuters’.
Segundo a agência de notícias, a informação foi confirmada esta quinta-feira pelo secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, que falou em declarações aos jornalistas.
A operação de envio incluiu forças de operações especiais Speznaz, caças SU-35, mísseis Iskander de dupla capacidade e sistemas de defesa aérea S-400, acrescentou o responsável.
O termo “dupla capacidade”, que Stoltenberg utilizou para descrever os mísseis Iskander, refere-se a armas destinadas à guerra convencional e nuclear, esclarece ainda a ‘Reuters’.
“Tudo isto será combinado com o exercício anual das forças nucleares da Rússia”, sublinhou ainda o secretário-geral da NATO, nas mesmas declarações.
Isto acontece numa altura em que a Rússia está em conflito com a Ucrânia, depois de o país liderado por Putin ter enviado, ainda em 2021, dezenas de milhares de soldados e armamento pesado para a fronteira ucraniana, desencadeando uma crise entre os dois países.
A Ucrânia e os países ocidentais dizem que esta concentração de forças, indicia que a Rússia pretende invadir novamente o país vizinho, depois de ter anexado a península ucraniana da Crimeia, em 2014.
No entanto, Moscovo tem repetidamente negado essa intenção e acusado os EUA e os seus aliados da NATO de armarem a Ucrânia.
A 18 de janeiro, a Rússia começou também a enviar soldados para a Bielorrússia para exercícios de combate nas fronteiras da UE e da Ucrânia, o que agora voltou a acontecer.
Os EUA e a NATO manifestaram o apoio à Ucrânia e reforçaram o envio de equipamento militar para Kiev.












