O Parlamento da Rússia aprovou esta quarta-feira uma lei que remove o limite máximo de idade para o serviço militar, devido às pesadas baixas na Ucrânia. Os deputados da Câmara Baixa da Duma aprovaram o projeto numa única sessão, com a Câmara Alta e o Conselho da Federação a darem o seu pareceer favorável pouco depois. Só falta a assinatura do presidente Vladimir Putin para que se torne lei.
O porta-voz da Duma, Vyacheslav Volodin, frisou: “Hoje, especialmente, precisamos fortalecer as forças armadas e ajudar o Ministério da Defesa. O nosso comandante supremo está a fazer tudo para garantir que as nossas forças armadas vençam e precisamos de ajudar.”
Atualmente, apenas russos entre os 18 a 40 anos e estrangeiros entre 18 a 30 anos podem alistar-se como soldados profissionais nas forças armadas russas. Com o novo projeto, o objetivo é que uma pessoa em idade ativa possa assinar um contrato profissional com as Forças Armadas. Alguns meios de comunicação já avançaram que, caso a nova lei seja aprovada, os homens russos poderão servir no Exército até aos 65 anos.
Os deputados pró-governo explicam que para o uso de armas de precisão e armas pesadas são necessários “especialistas altamente qualificados”, cuja idade costuma rondar os 40-45 anos. O partido ‘Rússia Unida’ está confiante de que a nova lei vai atrair engenheiros, especialistas em comunicações e médicos, entre outros especialistas, para servirem no Exército. Os deputados explicaram que há especialistas interessados em trabalhar na Ucrânia, mas não podem ser “convocados porque a lei não o permite”.
Por sua vez, negaram que a aprovação desta lei signifique, na realidade, uma “mobilização virtual” da população face à “operação militar especial” russa na Ucrânia. Recentemente, os serviços secretos britânicos informaram que o Exército russo perdeu um terço dos soldados que entraram na Ucrânia em 24 de fevereiro.













