Rússia e China lançaram bombardeiros com capacidade nuclear esta terça-feira, num exercício conjunto que coincide com a visita do presidente Joe Biden ao leste da Ásia, demonstrativo de como os dois países permanecem próximos “mesmo que a Rússia brutalize a Ucrânia”, segundo revelou um alto funcionário da Administração Biden em declarações à ‘Fox News’.
Os exercícios, descritos como a cooperação mais significativa entre os dois países desde que a Rússia invadiu a Ucrânia há três meses, ‘encontraram’ Biden em Tóquio para a cimeira de líderes do Quad, com os responsáveis políticos do Japão, Índia e Austrália.
“O exercício mostra que a China continua a sua cooperação militar com a Rússia no Indo-Pacífico, mesmo quando a Rússia brutaliza a Ucrânia”, explicou o funcionário. “Isso também mostra que a Rússia ficará com a China nos mares do Leste e do Sul da China, não com outros estados do Indo-Pacífico.”
Os bombardeiros usados no exercício “atravessaram o Mar do Japão e continuaram pelo Mar da China Oriental e pelo Mar das Filipinas”, segundo o funcionário.
“Exercícios de bombardeiros estratégicos conjuntos como este não podem ser planeados rapidamente e provavelmente foram planeados com bastante antecedência por ambos os países”, frisou. “Para demonstrar ainda mais o quão seriamente a China considera a sua parceria militar com a Rússia, as embarcações navais chinesas provavelmente participaram deste exercício conjunto.”
O Ministério da Defesa da Rússia, num post na rede social ‘Telegram’, disse que “um grupo de Portadores de Mísseis Estratégicos Tu-95ms das Forças Aeroespaciais Russas e Bombardeiros Estratégicos Xian H-6 da Força Aérea [chinesa] realizaram uma patrulha aérea sobre as águas do Mar de Japão e o Mar da China Oriental.”
“O tempo de voo dos porta-mísseis estratégicos russos foi de cerca de 13 horas”, acrescentou o ministério. “Em certas etapas da rota, os porta-mísseis estratégicos foram escoltados por F-2 da Força Aérea da Coreia do Sul e F-15 da Força Aérea Japonesa”, garantindo ainda que “não houve violações do espaço aéreo estrangeiro”.













