Rússia diz que há “mercenários israelitas” a combater ao lado do Batalhão Azov. Gabinete de Zelensky considera que declarações resultam da “escassez de cocaína”

A acusação do governo russo surge num momento de tensão com Israel.

Executive Digest

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia afirmou esta quarta-feira que há “mercenários israelitas” a lutar ao lado do Batalhão Azov em Mariupol, no sul da Ucrânia.

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Numa entrevista à Rádio Sputnik, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, revelou que viu fotografias e vídeos de Mariupol que corroboram a presença de “mercenários israelitas” junto do Batalhão Azov. Zakharova acrescentou ainda que as autoridades israelitas têm conhecimento destes “factos”.

Em resposta a estas afirmações da porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, o gabinete do presidente da Ucrânia considerou que estas declarações são consequência da “escassez de cocaína”, segundo a Rádio Svoboda.

“Em abril, 3,5 toneladas de cocaína contrabandeadas para a Rússia foram apreendidas na Estónia. Parece que a escassez de cocaína obrigou os funcionários do Ministério dos Negócios Estrangeiros a experimentar algo mais difícil”, escreveu no Twitter o conselheiro de Zelensky, Mikhail Podolyak.

A acusação feita hoje pelo governo russo relativamente à presença de “mercenários israelitas” em Mariupol surge num momento marcado pela tensão entre a Rússia e Israel, depois do ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, ter comparado o presidente ucraniano a Hitler ao dizer que “Hitler também tinha sangue judeu” e que “alguns dos piores antissemitas são judeus”.

O governo de Israel reagiu de imediato às declarações de Lavrov, considerando que se trataram de comentários “indesculpáveis” e “delirantes”.

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