Rússia diz que apoio ocidental à Ucrânia “levou à criação de um Estado terrorista na Europa”

A Rússia afirma que o apoio do Ocidente à Ucrânia levou a que fosse criado um “Estado terrorista”, numa altura em que o Kremlin acusa Kiev de ser responsável pelo ataque à bomba que matou o blogger russo Vladlen Tatarsky e deixou outras 30 pessoas feridas em São Petersburgo.

Pedro Gonçalves
Abril 4, 2023
10:28

A Rússia afirma que o apoio do Ocidente à Ucrânia levou a que fosse criado um “Estado terrorista”, numa altura em que o Kremlin acusa Kiev de ser responsável pelo ataque à bomba que matou o blogger russo Vladlen Tatarsky e deixou outras 30 pessoas feridas em São Petersburgo.

O presidente da Duma, câmara baixa do parlamento russo, Vyacheslav Volodin, afirmou que “o apoio de Washington e Bruxelas a Kiev levou à criação de um Estado terrorista no centro da Europa”, numa mensagem deixada na rede social Telegram.

O responsável fiz que o Serviço de Segurança Federal da Rússia tem evitado vários ataques contra jornalistas russos, apontando casos que tinham como alvos Vladimir Solovyov, Margarita Simonyan, Dmitry Kiselyov, Yevgeny Popov, Olga Skabeyeva, Tigran Keosayan, e Konstantin Malofeev.

“O regime de Kiev está a tentar intimidar e destruir os que dizem a verdade”, acusou Volodin.

São ainda apontadas cultas aos líderes ocidentais pelos que morrem e são feridos nos ataques contra a Rússia.

“Não há desculpas para o terrorismo. Por todo o mundo, está a ser combatido fortemente. Não negoceiam com terroristas, eles são destruídos”, sustentou.

Recorde-se que o comité antiterrorismo russo defende que os serviços secretos ucranianos são responsáveis pela explosão, ocorrida num café em São Petersburgo, onde Vladlen Tatarsky, apontado pela Rússia como sendo jornalista, estava a protagonizar um encontro. A alegada autora do ataque foi já detida.

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky recusou responsabilidades e desvalorizou o caso. “Não penso no que está a acontecer em São Petersburgo ou Moscovo. A Rússia é que deve preocupar-se com isso. Eu estou mais preocupado com o nosso país”, afirmou.

 

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