Mesmo quando o presidente russo, Vladimir Putin, afirma que que são os Estados Unidos que estão a tentar incitar a Rússia a entrar em guerra com a Ucrânia, novas imagens de satélite não mostram sinais de desaceleração na escalada militar de Moscovo, pelo contrário.
As imagens reveladas pelo ‘New York Times’, mostram construções de tropas russas, estabelecidas ao lado de uma instalação de veículos militares em Novoozernoye, na Crimeia.
Here is @Maxar's comparison of the Novoozernoe site in Crimea. Some equipment is missing, but more importantly, a camp for personnel has been established. pic.twitter.com/EPUTInlfp6
— Konrad Muzyka – Rochan Consulting (@konrad_muzyka) February 2, 2022
Segundo o jornal, as tropas têm vido a ocupar essa área nos últimos 10 dias, com tendas, camaratas e armazéns, o que pode sinalizar um aumento do “nível geral de preparação”, de acordo com uma análise da Maxar Technologies, uma empresa sediada no Colorado, que divulgou as imagens.
Nas imagens é ainda possível ver a implementação de armamento na fronteira da Ucrânia com a Bielorrússia, incluindo sistemas de mísseis balísticos de curto alcance Iskander, bem como exercícios de treino em vários locais.
Havia também sinais de exercícios de fogo real. Na área de treino de Persianovsky, no oeste da Rússia, várias crateras do recente fogo de artilharia destacam-se na paisagem coberta de neve.
Putin disse na quarta-feira que, embora esperasse que a diplomacia continuasse, o Ocidente ignorou as exigências da Rússia, motivo pelo qual as tropas têm vindo a preparar-se.
O líder russo tem repetidamente apresentado o seu país não como agressor, mas como vítima do expansionismo da NATO, mas as novas imagens, em conjunto com informações de analistas militares independentes, confirmam a enorme escala da preparação militar de Moscovo.
A Rússia concentrou cerca de 130 mil soldados na fronteira ucraniana, segundo estimativas ocidentais. As suas tropas, tanques e artilharia pesada cercaram a fronteira do norte, leste e sul, de acordo com informações obtidas por autoridades ucranianas e ocidentais.






