O Ministério da Defesa da Rússia anunciou o início da retirada de algumas forças após a realização de exercícios militares, que levantaram preocupação dos EUA e da Europa sobre um possível ataque à Ucrânia.
Segundo o serviço de notícias ‘Interfax’, que cita o governo russo, unidades dos distritos militares do oeste e do sul começam esta terça-feira a regressar às bases permanentes, após a conclusão dos exercícios.
Os EUA e a NATO alertaram que a Rússia reuniu cerca de 130 mil soldados perto da fronteira com a Ucrânia, em preparação para uma possível invasão e exigiram uma retirada para aliviar as tensões.
A Rússia negou as acusações ao dizer que os movimentos de forças no seu próprio território são um assunto interno. O país liderado por Putin continua a realizar os seus maiores exercícios em anos na vizinha Bielorrússia, que devem terminar a 20 de fevereiro.
O presidente russo pediu aos EUA e aos seus aliados que deem amplas garantias de segurança, incluindo a proibição de uma maior expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte.
Estes, por sua vez, recusaram as exigências, mas ofereceram possibilidade de negociação sobre outras questões de segurança, incluindo restrições de mísseis e medidas para aumentar a confiança.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, descreveu essas propostas como “construtivas”, numa reunião com Putin na segunda-feira, quando este recomendou continuar as negociações com o Ocidente.













