O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, disse esta quinta-feira que Alexei Navalny, opositor russo que adoeceu num voo na Sibéria a 20 de agosto, poderá ter sido envenenado na Alemanha ou no avião para Berlim, onde foi depois tratado.
De acordo a Organização Mundial para a Proibição de Armas Químicas, amostras de sangue recolhidas de Navalny confirmaram a presença de um agente nervoso do grupo Novichok, usada na era soviética.
“Temos todos os motivos para acreditar que tudo o que lhe tenha acontecido, do ponto de vista da entrada da substância química no seu corpo, pode ter sido na Alemanha ou no avião onde ele foi transportado e depois enviado para o hospital Charité” em Berlim, disse Lavrov. No entanto, não especificou as provas.
Alexei Navalny recebeu tratamento no hospital de Charité durante 32 dias antes de ter tido alta, em setembro.
O envenenamento do crítico de Kremlin (sede do governo russo) agravou as relações entre a Rússia e o ocidente, que introduziu sanções contra altos funcionários próximos do Presidente Vladimir Putin.
Lavrov disse também, esta quinta-feira, que a Rússia anunciaria em breve as medidas de retaliação que tomou contra altos funcionários franceses e alemães, em sanções relacionadas com o envenenamento.
A Rússia continua a negar qualquer envolvimento no envenenamento da Navalny, que ainda se encontra a recuperar na Alemanha.













