Rui Soucasaux Sousa, Católica Porto Business School: XVII Barómetro Executive Digest

A maioria dos inquiridos (56%) considera que a sua actividade empresarial voltará à normalidade apenas dentro de um ou dois anos. Será de esperar muita incerteza neste período: ainda que a actividade possa recuperar, os modelos de negócio que emergirão como vencedores poderão ser muito diferentes em diversos sectores. Deste modo, não surpreende que os empresários considerem a flexibilidade e a resiliência como factores críticos para o futuro. A nível de investimentos, a tecnologia emerge como prioridade, assumindo especial relevo o advanced analytics e a inteligência artificial. O desafio será conjugar a necessidade de investir a curto-prazo com a incerteza sobre o retorno a níveis de rentabilidade adequados. Parecem existir muitas preocupações em relação à capacidade do Estado em fazer chegar os fundos europeus às empresas (78% considera esta capacidade pouco adequada ou não adequada). Mais de 30% dos empresários não percepciona utilidade nas principais medidas de apoio às empresas incluídas no barómetro. As empresas esperam também que a Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia dê prioridade às transições climática e digital. Em conjunto, estas percepções sugerem que o Estado reveja a sua estratégia de apoio às empresas o mais rápido possível, para que estas fortaleçam a sua resiliência e adquiram confiança para investir.

Testemunho publicado na edição de Abril (nº. 181) da Executive Digest, no âmbito da XVII edição do seu Barómetro.



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