Rui Pinto é um homem livre desde as 17h00 mas só sai amanhã da PJ

Apesar do despacho assinado pela juíza que vai presidir ao julgamento de Rui Pinto, divulgado esta sexta-feira, determinar que o ‘hacker’ é um homem livre desde as 17h00 de hoje, vai permanecer nas instalações da Polícia Judiciária (PJ), pelo menos, até amanhã, avança a ‘RTP’.

A estação apurou ainda que o momento para libertação de Rui Pinto se prende, entre outras razões, com questões de segurança do próprio.

Os advogados de Rui Pinto que se encontravam esta tarde na PJ a acompanhar o seu cliente também já abandonaram as instalações.

Recorde-se que foi hoje conhecida a decisão da juíza do seu julgamento de o libertar, sendo que terá tido em conta a colaboração que Rui Pinto com as autoridades judiciais.

Rui Pinto está acusado de 90 crimes mas vai agora aguardar o julgamento em liberdade. A decisão agora proferida determina a obrigação de apresentações semanais na Polícia Judiciária.

Recorde-se que está marcado para o dia 4 de Setembro o julgamento de Rui Pinto, com três sessões por semana até dezembro, tal como noticiou a Executive Digest, a 2 de julho.

Rui Pinto esteve em prisão preventiva desde 22 de março de 2019 até 8 de abril deste ano, dia em que foi colocado em prisão domiciliária, mas em habitações disponibilizadas pela Polícia Judiciária, bem como à proibição de aceder à Internet e de ter acesso a dispositivos que o permitam, por decisão da juíza de instrução criminal (JIC) Cláudia Pina.

A 25 de junho o Tribunal determinou que Rui Pinto iria continuar em prisão domiciliária. A JIC justificou a decisão, por um lado, com a inversão da postura do arguido, que passou a apresentar «um sentido crítico e uma disponibilidade para colaborar com a justiça» e, por outro, dizendo que as fronteiras se encontravam sujeitas a elevados controles devido à pandemia da covid-19, razão pela qual entendeu «que se mostrava reduzido o perigo de fuga».

Segundo a juíza Margarida Alves, «tais considerações mantêm-se», acrescentando o despacho judicial que «os pressupostos de facto e de direito que determinaram a aplicação ao arguido da atual medida de coação não se mostram alterados».

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