O rublo valorizou na sessão desta segunda-feira na bolsa de Moscovo, voltando a uma alta de quase quatro semanas. No entanto, as ações russas continuam em queda no terceiro pregão depois da suspensão.
Com a suspensão causada pelas sauções do Ocidente como consequência do ataque da Rússia à Ucrânia, a bolsa de Moscovo viu-se obrigada a encerrar, mas aos poucos vem recuperando e voltando à normalidade.
Nesta manhã o rublo ganhou 1,8%, sendo negociado a 102,92 em relação ao euro, tendo tocado brevemente 97,50, uma alta de um mês.
Já em comparação com o dólar, o rublo foi negociado estava 2,2% mais forte em relação à moeda norte-americana em 93,89, atingindo 92,51 no início da sessão.
As ações e títulos russos voltaram a ser negociados integralmente nesta segunda-feira, embora por um período reduzido e com várias restrições, incluindo a proibição de vendas a descoberto que ainda está em vigor.
As ações perderam terreno na maior parte das integrantes do índice, com exceção da companhia aérea Aeroflot que recuperou 5% depois de atingir o nível mais baixo desde 2009 no início das negociações.
O maior banco russo caiu 3,9% no pregão desta segunda-feira enquanto a gigante do gás Gazprom caiu 3,6% e a petrolífera Rosneft caiu 1,9%.
A bolsa russa retomou na passada quinta-feira as suas operações com 33 ações, após um mês de suspensão da atividade devido à incerteza que se seguiu à invasão da Ucrânia, informou o banco central russo.
O índice bolsista russo MOEX anunciou no dia 24 de fevereiro a suspensão de todas as negociações na bolsa até nova ordem, depois de ter sido lançada “uma operação militar especial” na Ucrânia.
Nesse dia, o índice MOEX registou uma queda de 33,28%. Os índices russos registaram ao longo do dia as maiores quedas desde 2016, segundo a agência oficial TASS.
A Rosneft, uma das grandes petrolíferas a nível mundial, perdia na altura do encerramento 47,04%, depois de ter chegado a baixar 58%.










