O contrabando de metais tem impulsionado o roubo de catalisadores que bateu um novo recorde em 2021, com quase sete mil ocorrências registadas, avança o ‘Jornal de Notícias’ (JN).
Segundo a mesma publicação, se anteriormente estes furtos não tinham praticamente expressão na sociedade, no ano passado as autoridades registaram 6.926 ocorrências, o que corresponde a uma média diária de quase duas dezenas e a um aumento de 585% face a 2020 (1.011 roubos).
Os mais afetados são os carros mais antigos, uma vez que os conversores têm maior quantidade de metais raros (platina, ródio e paládio), que justificam este aumento nos furtos, devido ao seu valor elevado.
Fonte da GNR explica ao jornal como normalmente se processam os furtos: “Estacionam à frente, na traseira ou, em último caso, paralelamente ao veículo que será alvo do furto, ficando um dos indivíduos a controlar os movimentos”, revela.
“Através de um macaco hidráulico, o veículo é levantado e o segundo homem posiciona-se sob o veículo para cortar o catalisador, através de uma serra de sabre sem fios ou ferramenta idêntica. Se não houver interrupções, pode demorar apenas cerca de dois minutos”, acrescenta.
Ainda que tenha sido batido um recorde no ano passado, a PSP adianta que o fenómeno tem “clara tendência decrescente, apesar de ser um crime que poderá perdurar no tempo em face da motivação financeira”.
Na sua área, foram registados 4895 furtos e recuperados 1347 catalisadores. Foram detidos 326 assaltantes e identificados 575 suspeitos. Já a GNR registou 2031 furtos, deteve 70 indivíduos e identificou 240. Foram ainda recuperados 353 catalisadores.
Usar preferencialmente a garagem, estacionar em paralelo ao passeio, alertar as autoridades, apresentar queixa e gravar o VIN (“vehicle identification number” ou número de identificação do veículo) no catalisador, são alguns dos conselhos das forças de segurança para evitar este tipo de furtos.












