Roma tem uma nova corrida turística e os guias são os gatos da Cidade Eterna

Percurso “gatos de Roma” foi lançado pela ‘ArcheoRunning’, projeto que organiza corridas guiadas pela capital italiana desde 2016

Francisco Laranjeira

Roma tem ruínas, igrejas, praças, fontes, trânsito, turistas e uma relação antiga com os gatos. Agora, há também uma corrida pensada para quem quer descobrir a cidade com os olhos postos nos monumentos, mas também nos felinos que habitam algumas das suas zonas arqueológicas.

O percurso “gatos de Roma” foi lançado pela ‘ArcheoRunning’, projeto que organiza corridas guiadas pela capital italiana desde 2016, e propõe uma visita diferente à Cidade Eterna: seis quilómetros ao início da manhã, entre ruínas antigas, pontos históricos e colónias de gatos.

Uma Roma antes da cidade acordar

A corrida é liderada por Isabella Calidonna, historiadora de arte e fundadora da ArcheoRunning, e começa entre as 6h00 e as 7h00, antes de Roma entrar no ritmo habitual de visitantes, buzinas e filas junto aos monumentos.

A ideia é correr, mas sem pressa. O percurso foi pensado para quem quer reparar nos detalhes e atravessar a cidade de forma mais tranquila, num registo que junta exercício físico, história e a presença inesperada dos gatos que vivem em alguns dos locais mais conhecidos de Roma.

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Das ruínas ao Coliseu

A visita começa no sítio arqueológico do Templo de Ísis e Serápis, em Campo Marzio. O ponto de partida não é inocente: no Egito antigo, os gatos eram considerados animais sagrados, o que dá ao arranque da corrida uma ligação simbólica ao tema do percurso.

Depois, o trajeto segue até à Área Sacra do Largo Argentina, um dos locais mais associados às colónias de gatos de Roma. A partir daí, os participantes sobem ao Capitólio, passam por alguns dos grandes cenários históricos da cidade e continuam em direção ao Coliseu.

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A corrida termina junto da Pirâmide de Céstio, outro ponto da capital italiana onde os gatos fazem parte da paisagem. Ao longo do caminho, os participantes cruzam-se com monumentos, ruínas e felinos que ajudam a mostrar uma Roma menos óbvia do que a dos roteiros tradicionais.

Correr devagar para ver melhor

“Este circuito é para quem gosta de se perder, reparar nos detalhes e correr devagar o suficiente para ver de verdade”, escreveu Isabella Calidonna sobre o percurso.

Os preços começam nos 50 euros por pessoa, considerando um grupo de cinco participantes. Para quem visita Roma e gosta de gatos, a proposta junta dois prazeres simples: começar o dia antes da multidão e descobrir a cidade com uma companhia improvável, mas muito romana.

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