Rolling Stones, Tom Jones e outros artistas pedem a Boris Johnson para alterar lei do Streaming. Querem ganhar tanto como na rádio

Alguns dos maiores nomes da indústria musical pediram ao governo britânico que mude a forma como os músicos são pagos sempre que as suas obras são transmitidas online por plataformas como o Spotify e Apple Music.

Os Rolling Stones e Tom Jones estão entre os 75 artistas que adicionaram os seus nomes a uma carta ao primeiro-ministro Boris Johnson, instando-o a mudar a lei sobre os royalties pagos pelo streaming.

Entre os 227 signatários estão ainda Pet Shop Boys, Yoko Ono, Van Morrison, Barry Gibb, Emeli Sandé e Jarvis Cocker.

“O streaming está a substituir rapidamente a rádio como principal meio de comunicação musical. No entanto, a lei não tem acompanhado o ritmo das mudanças tecnológicas e, como resultado, os artistas e os compositores não gozam da mesma proteção que têm na rádio”, afirma a missiva.

Os ativistas – liderados pelo Sindicato dos Músicos, Associação de Produtores musicais, Academia Ivors e a iniciativa #BrokenRecord – defendem que os compositores estão a utar contra o “poder extraordinário” das multinacionais.

Os signatários desta carta querem em concreto que o governo britânico altere a Lei dos Direitos de Autor de 1988 para que os serviços de streaming paguem aos artistas aproximadamente o mesmo que as estações de rádio.

“Os compositores ganham 50% das receitas de rádio, no entanto em streaming este valor é reduzido para 15%”, refere o documento.

O Departamento de Cultura, Media e Desporto do Reino Unido está a investigar a forma de como as receitas de streaming são distribuídas e se tal é feito com justiça.

Por exemplo, a artista Nadine Shah, indicada ao Prémio Mercury,  revelou recentemente que foi forçada a voltar para a casa dos pais, porque não conseguia autossustentar-se com o dinheiro que ganhava com o streaming.

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