Rival indiana da Uber vai ser lançada em Londres «nas próximas semanas»

A Ola recebeu permissão para operar em Londres no início deste ano, mas só agora decidiu entrar no mercado, aproveitando a suspensão da Uber no mercado londrino.

Executive Digest

A empresa indiana Ola, que se dedica ao mesmo negócio da Uber, já começou a registar motoristas em Londres e prepara-se para lançar os seus serviços na cidade “nas próximas semanas”.

Uma fonte citada pena CNBC avançou que o lançamento deverá ocorrer de forma «comedida» no próximo mês, entrando em pleno funcionamento em meados de janeiro de 2020.

A Ola recebeu permissão para operar em Londres no início deste ano, mas só agora decidiu entrar no mercado, aproveitando a suspensão da Uber no mercado londrino.

Na apresentação da empresa ao mercado, a Ola apresentou os seus recursos de segurança como um diferencial importante dos outros concorrentes. A empresa diz que usa a tecnologia de reconhecimento facial para autenticar os seus motoristas. “Construímos uma plataforma de mobilidade robusta para Londres, que é totalmente compatível com os altos padrões da Transport for London”, afirmou Simon Smith, chefe internacional da Ola.

“Tivemos conversas construtivas com as autoridades, motoristas e comunidades locais em Londres nos últimos meses e esperamos contribuir para resolver problemas de mobilidade de forma inovadora e significativa”, sublinhou.

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No início desta semana, recorde-se, a reguladora de transportes da capital britânica, Transports for London (TfL), não renovou a licença da Uber para operar na capital britânica, por considerar que a empresa coloca em risco a segurança dos passageiros. Pelo menos 14 mil viagens foram realizadas por condutores que não eram quem diziam ser e um motorista foi acusado de partilhar imagens impróprias de crianças.

A Uber já anunciou que vai recorrer da decisão, o que significa que os utilizadores em Londres ainda poderão usar a aplicação, enquanto um juiz avalia se a empresa está apta a continuar a oferecer os seus serviços. Não é a primeira vez que a TfL decide não renovar a licença da Uber, e a última vez que isso aconteceu, levou nove meses para um juiz conceder uma nova permissão.

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