Ricardo Bastos, Grupo dreamMedia: As maiores mudanças na Gestão em Portugal

1. Quais os grandes desafios ao nível da Gestão, nestes últimos 15 anos?

A história e percurso da dreamMedia caminha, lado a lado, com o da Executive Digest. Ambos nascem em 2006 com o propósito de auxiliar as marcas e os seus decisores. Do lado da Executive Digest, a vontade de informar e formar. Do lado da dreamMedia, a vontade de comunicar mais e melhor.

Os desafios que a dreamMedia foi encontrando ao longo de todo o percurso foram vários e por força de diferentes frentes, superados sempre com resiliência, profissionalismo e inovação. A dreamMedia nasce, exactamente, de um sonho. O sonho de criar uma empresa líder de mercado em publicidade out-of-home.

O facto de ter nascido no seio publicitário, permitiu-me dominar a área em todas as suas vertentes e pensar continuamente em novas formas de comunicar na rua a médio e longo prazo. A par disto, ter colocado sempre o interesse das marcas no centro da nossa operação permitiu atingir um posicionamento líder em outdoors em Portugal, concorrendo actualmente com os principais players de mercado.

A crise económico-financeira de 2008 foi um marco em Portugal, mas nunca um factor impeditivo para a dreamMedia se tornar uma realidade, e vingar no sector da publicidade exterior. As barreiras mais difíceis que encontrou pelo caminho, sempre foram criadas pelos próprios operadores, cujo foco estava (e ainda está) em criar, permanentemente, mecanismos de entrave ao crescimento de um novo player e dos existentes.

Por outro lado, e dado o panorama económico, nunca houve retracção no investimento como seria expectável, uma vez que o expertise adquirido pela experiência e know-how interno permitiram conquistar a confiança necessária para investir continuamente em projectos a curto e médio prazo e torná-los casos de sucesso. Desta forma, a dreamMedia adquiriu uma robustez profissional que permitiu uma performance financeira sólida e um posicionamento líder e estratégico em Portugal, sempre com recurso a capitais próprios.

Esta posição é sempre acompanhada por um olhar atento ao sector. As boas relações que mantemos com players e associações internacionais permite- -nos ter uma visão mais alargada para aquilo que podemos ser e que queremos oferecer, trazendo, efectivamente, mais valias para Portugal e para o mercado da publicidade exterior, em geral. Queremos estar na vanguarda, tanto quanto nos for possível.

2. Que principais mudanças nas empresas, e no seu sector em particular?

Nestes 15 anos de actividade expandimos a nossa acção, estando presentes em todo o país, nos 18 distritos e em 170 municípios, com concessões exclusivas em alguns deles e boas e cimentadas relações nos restantes. Decidimos expandir além-fronteiras, estando presentes no continente africano, com a dreamMedia Moçambique, há já quase uma década. Adquirimos uma série de empresas concorrentes, alargamos o nosso portefólio de produtos e serviços, apostando na área da activação, da publicidade móvel e do roadshow, operando a comunicação exterior de forma alargada, com soluções 360º, totalmente adaptadas e pensadas para as necessidades de cada campanha.

Assistimos, actualmente, a uma crescente digitalização do sector. No entanto, Portugal apresenta um atraso de cerca de cinco anos relativamente aos principais players mundiais, tais como o Reino Unido, Nova Iorque e Austrália. Com a agravante de que esta pandemia criou novas dicotomias: se por um lado atrasou a modernização por força das condicionantes de importação e transacções com os países externos, por outro reforçou a necessidade da reinvenção do sector, onde a comunicação tem de ser, cada vez mais, interactiva e adaptada ao momento. Com base nesta última premissa, mantemos os olhos postos no futuro, e por isso pretendemos tornar a área do digital out-of-home uma realidade em Portugal, criando a curto prazo a maior rede a nível nacional.

Há um trabalho constante para acompanharmos as tendências mundiais, apostando naquilo que entendemos ser o futuro de um sector cada vez mais próximo dos públicos, ao serviço das cidades e dos seus cidadãos, criando relações sustentáveis e duradouras com marcas, insígnias, instituições e municípios.

3. Em que medida é que a Executive Digest serviu de “ferramenta” para os gestores portugueses?

É aqui que vemos o paralelismo que existe entre a dreamMedia e a Executive Digest: fomos crescendo em conjunto, adaptando as nossas estratégias e os nossos meios, balançando o tradicional e o digital, nunca deixando de inovar. Estamos ao serviço de quem nos procura, dando sempre mais e melhor. A Executive Digest auxilia na análise atenta das várias áreas e vertentes do nosso panorama nacional, não esquecendo de se inspirar e mostrar o que de melhor se faz lá fora. Dá voz ao que faz o país mover, permitindo obter informação clara, transparente e fidedigna para tomadas de decisão importante. E nós já fomos tantas vezes inspirados pelas vossas histórias e testemunhos.

Que continuemos a crescer e a somar anos e conquistas. Trabalhando sempre com a comunicação e a informação como bússola das nossas decisões.

Este artigo faz parte do Tema de Capa publicado na Revista Executive Digest n.º 181 de Abril de 2021

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