A gigante tecnológica Revolut tem registado um grande aumento nos casos de fraude – segundo diversos especialistas do sector, os hackers têm feito cada vez mais mira aos clientes e às suas contas para realizar golpes sofisticados, segundo revelou o tabloide britânico ‘Money Mail’.
A Revolut fornece serviços bancários em estilo de conta corrente, onde os utilizadores podem fazer pagamentos online e em lojas através de um cartão de débito. Conta atualmente com 6 milhões de clientes, muitos dos quais atraídos pela oferta de gastos sem taxas do seu cartão no exterior. A empresa, com sede na Grã-Bretanha, poderá estar perto de receber uma licença bancária completa, o que permitirá oferecer produtos financeiros como empréstimos, hipotecas e cartões de crédito.
No entanto, a realidade é mais ‘complicada’: a empresa, elogiada como um dos maiores sucessos de ‘fintech’ do Reino Unido, está a ser vítima de vários golpes – o número de denúncias feitas ao ‘Action Fraud’ aumentou para 7.198 em 2022, um aumento de 81% em relação aos 3.975 registados em 2021: este é o quarto valor mais alto em qualquer empresa que oferece serviços de contas correntes, apenas atrás do Barclays, Lloyds e Santander.
Em 2023, a tendência acelerou, com 573 denúncias de crimes apenas em janeiro, o que tornou a Revolut a empresa ‘bancária’ com mais reclamações somente atrás do Barclays, embora tenha muitos menos clientes do que os bancos convencionais.
Segundos os especialistas, houve clientes da Revolut direcionados por links de phishing convincentes em mensagens de texto, que solicitam que verifiquem detalhes para não verem as suas contas congeladas – quando as vítimas clickam no link e inserem detalhes numa página de login falsa, os hackers ganham acesso às suas contas.
Fundada por Nikolay Storonsky, de 38 anos, um empresário britânico que cresceu na Rússia, a Revolut oferece serviços bancários de conta corrente sem proteção do Esquema de Compensação de Serviços Financeiros (FSCS) ou facilidades de saque a descoberto – o FSCS protege os utilizadores até 85 mil libras.
A Revolut teve 56% das reclamações confirmadas a favor dos clientes no ano passado, a mais alta entre as dez empresas ‘bancárias’ da lista. Pouco mais de metade das reclamações deste ano foram fraudes autorizadas de pagamento por push, em que uma vítima é induzida a enviar dinheiro a um cibercriminoso.














