Um dia depois de ter sido decretado o estado de calamidade no concelho de Ovar, são várias as empresas que continuam em funcionamento e existem relatos de pessoas que se encontram a romper com as regras de isolamento social, indo trabalhar para outros concelhos, de acordo com o ‘Jornal de Notícias’ (JN).
Fernando Camelo de Almeida, elemento local do CDS PP, foi um dos cidadãos que fez a denúncia da situação ocorrida no concelho do norte do país, ressalvando que o Município de Ovar «está de quarentena, fruto de uma situação preocupante para a saúde e vida de todos» e que o despacho, ontem assinado pelo primeiro-ministro, «referia que deveriam ser encerradas as empresas industriais com algumas excepções».
O Despacho publicado em Diário da República oculta o encerramento de indústrias, o que faz com que diversas interpretações sejam feitas, existindo por isso «oportunistas inconscientes que furam a quarentena decretada colocando-nos a todos em risco», afirma Camelo de Almeida.
Para além disso, são vários os relatos de trabalhadores residentes em Ovar, que se deslocam a outros concelhos para trabalhar, nomeadamente em Santa Maria da Feira, no sector da cortiça e do calçado, segundo apurado pelo JN.
Contudo, algumas destas empresas estão a mandar os seus funcionários para casa, ainnda que a situação não seja geral e existam outras a laborar normalmente.





