O administrador russo da região de Luhansk, na Ucrânia, pediu esta quarta-feira formalmente ao presidente russo que incorpore a zona na Federação Russa: Leonid Pasechnik, segundo avançou a agência ‘Reuters’, levou em consideração “o facto de a população da república ter aprovado a decisão no referendo”, numa votação que o Ocidente e a Ucrâmnia classificaram como “ilegal e falsa”.
“Peço que considere que a República Popular de Lugansk se torne parte da Rússia”, pediu o responsável a Vladimir Putin. Foi emitido pelas autoridades pró-russas de Kherson um comunicado semelhante. Em carta publicada na sua conta do Telegram, Vladimir Saldo disse que os moradores da região de Kherson fizeram “uma escolha histórica” a favor da Rússia.
“Estamos cientes do vínculo histórico, cultural e espiritual com o povo multinacional da Rússia”, apontou Pasechnik, na rede social ‘Telegram’ que pouco antes havia indicado que viajaria para Moscovo, à semelhança do seu colega da região ucraniana de Donetsk, também no leste, Denis Pushilin, para formalizar a anexação à Rússia, apesar de grande parte ainda permanecer sob controlo ucraniano.
De acordo com autoridades eleitorais instaladas na Rússia, 93% dos votos na região de Zaporizhzhia apoiaram a anexação, assim como 87% na região de Kherson, 98% na região de Luhansk e 99% em Donetsk. Os países ocidentais disseram que as votações foram um exercício coercitivo para fornecer um pretexto para a Rússia anexar cerca de 15% do território ucraniano e ameaçaram novas sanções contra Moscovo se os planos de anexação fossem adiante.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, em videoconferência na passada terça-feira no Conselho de Segurança da ONU, revelou que “qualquer anexação no mundo moderno é um crime, um crime contra todos os Estados que consideram a inviolabilidade da fronteira vital para eles mesmos”.
Se a Rússia declarar as quatro regiões ucranianas como parte do seu território, Putin pode retratar qualquer tentativa ucraniana de recapturá-las como um ataque à própria Rússia, justificando uma resposta militar potencialmente mais dura.












