Ursula von der Leyen assegurou esta quarta-feira que o fornecimento de gás ao bloco europeu está do “lado seguro” para o que resto do inverno, mesmo que a Rússia reduza ainda mais as entregas. “Durante as últimas semanas, analisamos todos os possíveis cenários de interrupção caso a Rússia decida interromper parcial ou completamente o fornecimento de gás à UE. E posso dizer que nossos modelos mostram que agora estamos bastante seguros neste inverno”, explicou a presidente da Comissão Europeia aos eurodeputados em Estrasburgo, garantindo que a Europa “está pronta” caso os líderes russos decidam tornar numa arma a questão energética.
Mais de um quinto da energia na União Europeia vem do gás natural liquefeito (GNL), mas cerca de 90% do fornecimento de gás do bloco vem do exterior. A Rússia, sozinha, fornece cerca de 40% do gás da UE. A maior parte do gás russo entregue transita pelo gasoduto Nord Stream que passa pela Ucrânia. Mas a Gazprom, a maior empresa estatal de energia da Rússia, reduziu as entregas para a Europa nos últimos meses.
Os Estados-membros da UE responderam a estes desafios explorando fortemente as suas reservas de gás – de acordo com a Gas Infrastructure Europe (GIE), associação que representa os interesses dos operadores europeus de infraestruturas de gás, o armazenamento de gás natural da UE está apenas a 33%.
Ursula von der Leyen apontou, no entanto, que a Comissão Europeia está “atualmente em negociações com vários países que estão prontos para aumentar as suas exportações de gás natural liquefeito para a UE”. Os Estado Unidos forneceram 23% das necessidades de GNL da UE em 2021. No mês passado, a participação subiu para 46%, sendo a Europa o principal destino do GNL americano.
Ainda assim, a presidente da Comissão observou que “uma das lições que já podemos tirar dessa crise é que devemos diversificar as nossas fontes de energia, para nos livrarmos da dependência do gás russo e investir fortemente em fontes de energia renováveis”.




