A República Checa e a a Polónia anunciaram esta terça-feira um esforço coordenado para introduzir verificações nas fronteiras com a Eslováquia para conter os fluxos de migração ilegal e a atividade dos contrabandistas – os controlos começam esta quarta-feira e vão durar 10 dias, embora haja a possibilidade de prorrogados.
“Esta é uma medida necessária para a luta eficaz contra grupos de contrabandistas e migração ilegal”, anunciou o ministro do Interior checo, Vit Rakusan, na rede social ‘X’, salientando que as verificações seriam aleatórias ao longo de toda a fronteira e procurariam limitar o impacto no tráfego transfronteiriço.
A migração ilegal tem sido um ponto de discórdia entre os países vizinhos da Europa Central, que têm combatido a imposição de quotas pela União Europeia para acolher migrantes. Nas eleições recentes na Eslováquia, a migração ilegal foi uma questão fundamental. O Governo eslovaco já criticou a medida, salientando que é necessária uma solução europeia. O país tem enfrentado um número crescente de migrantes ilegais que se dirigem para a Alemanha e para a Europa Ocidental, provenientes do Médio Oriente e Afeganistão através da rota dos Balcãs.
O Governo provisório eslovaco salientou que é virtualmente impossível selar a fronteira de 655 quilómetros com a Hungria, embora tenha ordenado que até 500 soldados ajudem nas patrulhas policiais. A Eslováquia afirmou no mês passado que o número de migrantes ilegais detidos aumentou nove vezes, para mais de 27 mil este ano.
De acordo com o ministro do Interior polaco, Mariusz Kaminski, salientou que a Polónia enfrenta um crescimento na migração ilegal e nas detenções. “Nas últimas semanas, detetámos e detivemos 551 migrantes ilegais na fronteira com a Eslováquia. Esta situação obriga-nos a tomar medidas decisivas”, referiu o responsável.














