Repsol assina contrato com Governo português. Investimento é de 657 milhões de euros

Este investimento industrial, que é o maior dos últimos dez anos em Portugal, contempla a construção de duas fábricas de polímeros, cada uma com uma capacidade de 300.000 toneladas por ano, com produtos 100% recicláveis. A sua conclusão está prevista para 2025.

André Manuel Mendes

A Repsol e o Governo assinaram hoje o contrato de investimento no complexo de Sines, que prevê incentivos fiscais de até 63 milhões a um projeto de 657 milhões de euros. Investimento servirá para ampliar o Complexo Industrial de Sines, alinhando com os objetivos do Acordo de Paris e com a transição energética.

O contrato de investimento com o Governo português foi assinado numa cerimónia presidida pelo Primeiro-Ministro, António Costa, e com a presença do Ministro de Estado, da Economia e Transição Digital, Pedro Siza Vieira, Antonio Brufau, Presidente e Josu Jon Ima, CEO da Repsol.

Este investimento industrial, que é o maior dos últimos dez anos em Portugal, contempla a construção de duas fábricas de polímeros, cada uma com uma capacidade de 300.000 toneladas por ano, com produtos 100% recicláveis. A sua conclusão está prevista para 2025.

“Estamos a assistir a um investimento que é o maior dos últimos 10 anos para a construção de duas novas fábricas que vão produzir bens essenciais para dar suporte ao conjunto da indústria europeia, o que reforça a nossa autonomia, mas não nos fecha ao mundo”, referiu o Primeiro-Ministro António Costa em declarações esta manhã em Sines.

O Presidente da Repsol, Antonio Brufau, destacou que “a iniciativa privada e as políticas públicas devem trabalhar em conjunto, da melhor forma possível, para uma transição energética compatível com a competitividade económica e a redução de emissões”.

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“Este investimento demonstra o compromisso da Repsol com o seu complexo industrial e com a geração de riqueza e emprego de qualidade em Portugal. O Complexo Industrial de Sines tornar-se-á numa referência europeia e os materiais avançados que produzirá terão um papel importante na descarbonização da sociedade”, afirmou Josu Jon Imaz, CEO da Repsol.

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