«Repressão migratória»: Cidadãos da UE no Reino Unido serão deportados por pequenos delitos depois do Brexit

Os cidadãos da União Europeia (UE) no Reino Unido serão deportados por pequenos delitos, apesar de terem permissão para ficar.

Simone Silva

Os cidadãos da União Europeia (UE) no Reino Unido serão deportados por pequenos delitos no pós- Brexit «sob repressão migratória» da secretária de Estado para os Assuntos Internos, Priti Patel, apesar de terem permissão para ficar.

O alerta foi dado por um importante advogado, citado pelo ‘Independent’, alegando que as regras que permitem que os infractores estrangeiros sejam expulsos apenas se representarem uma ameaça para o Reino Unido serão reforçadas, a partir de Janeiro.

Fundamentalmente, Priti Patel anunciou que a mudança se iria aplicar aos mais de três milhões de cidadãos da UE no Reino Unido no processo de aquisição de «estatuto de residente», que supostamente garante o seu direito de ficar no país.

Colin Yeo, advogado de imigração, alertou que a repressão foi «uma grande mudança» na lei actual, que exige «uma avaliação proporcional da pessoa que está a ser deportada». O responsável acrescenta: «O Ministério da Administração Interna já estava a atacar cidadãos da UE, ao deportar cada vez mais», disse citado pelo ‘Independent’.

Com este novo sistema de imigração, Yeo estima «que o número de cidadãos da UE deportados aumente substancialmente a partir de Janeiro de 2021», afirma. «Isto vai incluir até cidadãos da UE nascidos no Reino Unido, ou que vieram para cá ainda em bebés, se não tiverem a cidadania britânica, por exemplo».

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Esta política foi revelada nos planos de imigração pós-Brexit, o que vai reforçar a exigência de que «aqueles que já estão no Reino Unido condenados a 12 meses ou mais de prisão devem ser considerados para deportação», segundo o documento aprovado pelo ministério.

«Para os cidadãos da UE que estão protegidos pelo acordo de saída, os limites mais rigorosos de criminalidade do Reino Unido serão aplicados à conduta cometida depois do final do período de transição», acrescenta ainda.

O Ministério da Administração Interna defendeu que o Brexit deveria significar «uma abordagem robusta e consistente para aplicar as regras de criminalidade do Reino Unido», tratando os cidadãos da UE da mesma forma que todos os outros.

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