Rentabilidade da banca cabo-verdiana abranda em 2025

A rentabilidade da banca cabo-verdiana abrandou em 2025, com um retorno sobre capitais próprios (ROE) de 18,08% antes de impostos, abaixo dos 18,52% do ano anterior, anunciou o banco central.

Executive Digest com Lusa

A rentabilidade da banca cabo-verdiana abrandou em 2025, com um retorno sobre capitais próprios (ROE) de 18,08% antes de impostos, abaixo dos 18,52% do ano anterior, anunciou o banco central.


Ainda assim, 2025 foi o segundo melhor ano do indicador na série iniciada em 2010, segundo os dados do Banco de Cabo Verde (BCV) consultados hoje pela Lusa.


O retorno sobre ativos (ROA), que procura medir a eficiência, fixou-se em 1,94% antes de impostos em dezembro de 2025, também o segundo melhor ano deste indicador, só superado pelos 1,96% de 2024. 


A margem financeira continuou a representar mais de 80% do produto bancário, evidenciando o peso da atividade tradicional de intermediação.


Ao mesmo tempo, a liquidez do sistema bancário cabo-verdiano aumentou em 2025, com o rácio de ativos líquidos sobre o total de ativos a subir para o máximo histórico de 28,30%, segundo a série do banco central iniciada em 2010.

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Os indicadores revelam uma subida face aos 25% do final de 2023 e aos 25,89% de dezembro de 2024, refletindo a capacidade de resposta a obrigações de curto prazo.


Já o rácio de ativos líquidos sobre passivo de curto prazo atingiu 35,40%, outro máximo histórico.


Em contrapartida, o rácio de transformação (crédito sobre depósitos) desceu para 52,19%, o valor mais baixo da série.

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O mesmo boletim de indicadores do setor bancário mostra que a solvabilidade do setor subiu para o máximo histórico de 24,82%, em dezembro de 2025, e o rácio de crédito em incumprimento recuou para 5,11%, um dos níveis mais baixos.


Apesar da maior robustez dos indicadores da banca, alguns parceiros internacionais têm alertado para vulnerabilidades associadas a riscos de empresas públicas e ao facto de a economia estar concentrada num punhado de atividades (turismo, construção e comércio) sensíveis a choques externos.


Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial (BM) e Grupo de Apoio Orçamental (Luxemburgo, Portugal, Espanha, União Europeia, Banco Africano de Desenvolvimento e o próprio BM) têm defendido uma diversificação da economia e reformas no setor público.


Cabo Verde tem oito bancos abertos ao público, quatro dos quais com “importância sistémica”, segundo o BCV, ou seja, sujeitos à constituição de uma reserva para absorver quaisquer impactos.


LFO // ANP

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Lusa/Fim


 

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