Renováveis empregaram mais de 50 mil pessoas em Portugal, mas assistiu-se uma “ligeira quebra”

O setor das energias renováveis empregou, direta e indiretamente, 50.996 pessoas em 2020. Este número, apesar de representativo, mostra uma diminuição de 2200 empregos face ao ano de 2019, uma “ligeira quebra” derivada da pandemia de Covid-19.

“Apesar do aumento da geração renovável, 2020 registou uma redução do emprego, eventualmente criada pela paragem e atraso no desenvolvimento de projetos em curso com impacto em toda a cadeia de valor”, pode ler-se no estudo intitulado Impacto da Eletricidade de Origem Renovável, um estudo da consultora Deloitte para a Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN), divulgado pelo ‘Dinheiro Vivo’.

Em declarações à mesma fonte, Pedro Amaral Jorge, presidente da APREN, sublinhou que se assistiu a “uma desaceleração dos licenciamentos”, embora os investidores privados não tenham recuado nos projetos em curso, reforçando inclusive o interesse em continuar a investir nos inúmeros projetos que estão previstos para o país.

Para a próxima década, a Deloitte prevê um crescimento do número de empregos neste setor, passando dos cerca de 51 mil de 2020, para os quase 120 mil em 2025 e para os cerca de 161 mil em 2030.

“O emprego irá crescer em todas as fontes de energia, embora a ritmos diferentes, devido ao elevado crescimento do solar. No entanto, todas as fontes de energia irão incrementar o número de colaboradores, entre 2025 e 2030”, revela a consultora.



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