Rendimentos acima de 36.900 euros vão ter alívio fiscal

As alterações serão introduzidas no Orçamento do Estado para 2021. Além de mexidas nos escalões, também poderá haver novidades na dedução específica.

Executive Digest

O governo prepara-se para uma nova mexida no IRS, aliviando o encargo fiscal das famílias portuguesas. Depois do desdobramento em 2018, que aumentou o número de escalões de cinco para sete, em 2021 haverá uma nova reforma.

Segundo o  Dinheiro Vivo, as mexidas deverão dar origem a um novo escalão de rendimento com um novo desdobramento (do sexto escalão). A tabela passaria a ter então oito escalões de rendimento,

O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais anunciou ontem (terça-feira) no Parlamento “uma grande baixa de impostos”, apontando para os “rendimentos médios”. Ou seja, depois de um alívio fiscal concentrado nos escalões mais baixos de rendimento – até aos 36 900 euros brutos por ano -, agora o executivo quer avançar para os patamares seguintes.

A tabela tem atualmente sete escalões, com um novo desdobramento, ficaria com oito. Ou seja, o sexto escalão de rendimentos entre os 36 967 euros e os 80 882 euros seria partido a meio, podendo o sexto escalão ficar entre o limite máximo do atual quinto escalão e algures na casa dos 60 mil euros de rendimento anual bruto.

Os valores ainda não estão definidos, tal como as taxas que poderão ser alteradas, mas o princípio definido à partida é, como disse António Mendonça Mendes ontem na Assembleia da República, “fazer uma grande baixa de impostos para os rendimentos médios, olhando para os escalões e as deduções específicas”, não tendo concretizado medidas.

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