Rendeiro continua preso. Juiz marca nova sessão para dia 27 de janeiro

O juiz responsável pelo caso do ex-banqueiro, João Rendeiro, marcou uma nova sessão para o próximo dia 27 de janeiro, sublinhando que o arguido vai continuar preso até essa data.

Simone Silva

O juiz responsável pelo caso do ex-banqueiro, João Rendeiro, marcou uma nova sessão para o próximo dia 27 de janeiro, sublinhando que o arguido vai continuar preso até essa data.

“Fica marcada uma nova sessão para o próximo dia 27 de janeiro (quinta-feira), para discutir as provas apresentadas”, disse Rajesh Parshotam, na audiência que decorreu hoje tribunal de Verulam, na África do Sul. “O arguido continua sob prisão”, acrescentou.

Na sessão de hoje, o juiz analisou os documentos do processo, enviados pela Justiça portuguesa para Durban na semana passada. A Procuradoria-Geral da República enviou o processo por via diplomática para a África do Sul, ainda antes de se extinguir o prazo de 40 dias.

“Há dois conjuntos de documentação. O selo da versão portuguesa está danificado, algo contrário da versão inglesa cujo selo está intacto. Esta questão pode ser considerada um problema”, disse o juiz. “A versão portuguesa é a prova b), e a versão inglesa é marcada como prova q)”, sublinhou.

O magistrado disse ainda, no final da audiência de hoje, que o tribunal não tem um cofre para guardar os documentos enviados por Portugal, apelando a que os mesmos fiquem sob proteção da procuradoria-geral sul africana.

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João Rendeiro compareceu em tribunal quase sem falar, dizendo apenas aos jornalistas que já estava “melhor” da tosse e febre que apresentava, e que o levou a ser transportado para a enfermaria da prisão de Westville, na África do Sul.

Recorde-se que o ex-banqueiro foi preso na manhã do dia 11 de dezembro em Durban, KwaZulu-Natal, África do Sul, por agentes do Bureau Nacional de Crime (NCB) da Interpol, em Pretória.

Condenado a 28 de setembro a três anos e seis meses de prisão efetiva num processo por crimes de burla qualificada, estava no estrangeiro e em parte incerta, fugido à justiça.

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A 17 de dezembro de 2021, Rajesh Parshotam rejeitou libertar João Rendeiro sob caução, como pedia a defesa, pelo que o antigo presidente do BPP permaneceu em detenção provisória ao abrigo da convenção europeia de extradição de que Portugal e África do Sul são signatários.

Na última audiência, a 10 de janeiro, foi feita apenas uma atualização sobre o processo e o procurador Navin Sewpersat disse que o Estado recebeu entretanto um quarto mandado internacional para prisão de Rendeiro, tendo sido adiada a decisão para o dia de hoje. Agora volta a ser adiada para dia 27.

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