Renault em risco de fechar. Apoios têm de chegar rapidamente, alerta ministro das Finanças francês

A Renault está em risco de fechar portas definitivamente se não receber, muito em breve, a ajuda financeira de que precisa para lidar com as consequências da crise dos coronavírus, disse o ministro das Finanças da França, Bruno Le Maire,  em entrevista à rádio Europe 1, citada pela ‘Reuters’.

Sem deixar de sublinhar que a empresa precisa de se adaptar às mudanças impostas pela pandemia, Le Maire defende que a fábrica francesa da Renault em Flins não deve fechar e que deve encontrar uma estratégia que lhe permita manter o maior número possível de empregos em França, sem perder competitividade.

“Sim, a Renault pode desaparecer”, assumiu Le Maire, acrescentando que o presidente da Renault, Jean-Dominique Senard, está a trabalhar empenhadamente num novo plano estratégico para o qual contou com o apoio do governo francês.

Contudo, Le Maire já tinha dado conta, em declarações ao jornal ‘Le Figaro’ que ainda não havia assinado um empréstimo de 5 mil milhões de euros à Renault e que as conversações para este efeito ainda iam continuar.

O governo francês tem afirmado, desde o início da crise, que as fábricas francesas devem trazer de volta ao país mais produção de volta, em troca de apoio do Estado à indústria em dificuldades. O governo também tem vindo a frisar que estas empresas, entre elas a Renault, devem apostar em automóveis “mais ecológicos” com baixos níveis de poluição.

A Renault é parceira de uma gigante aliança com as empresas japonesas Nissan e a Mitsubishi Motors. Espera-se que esta aliança anuncie uma nova estratégia no pr+oximo dia renovada em 27 de maio.

A Nissan está a considerar cortar 20 mil postos de trabalho de entre a sua equipa global, concentrando-se na Europa e nos países em desenvolvimento, informou a Kyodo, esta sexta-feira, enquanto a japonesa luta para recuperar da queda nas vendas de carros.

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