Renault é o preferido: saiba quais os carros usados mais procurados em Portugal no primeiro semestre deste ano

No primeiro semestre do ano, os portugueses demonstraram maior interesse pelos históricos de automóveis Renault Megane – representaram 6,3% do total de veículos verificados na ‘carVertical’, seguidos do Mercedes-Benz Classe A (4,5%), do Peugeot 308 (3,6%), do Renault Clio (3,2%) e do Volkswagen Golf (3,2%)

Automonitor
Julho 30, 2024
11:38

A fidelidade dos portugueses aos carros alemães e franceses não tem esmorecido ao longo dos anos – esta é a conclusão de um estudo realizado pela ‘carVertical’, empresa de dados automóveis, que identificou os modelos de carros importados mais procurados no 1º semestre de 2024. Os modelos usados das marcas Renault, Mercedes-Benz, e Peugeot estão entre os mais procurados.

Automóveis da Renault são os mais desejados no mercado de usados

No primeiro semestre do ano, os portugueses demonstraram maior interesse pelos históricos de automóveis Renault Megane – representaram 6,3% do total de veículos verificados na ‘carVertical’, seguidos do Mercedes-Benz Classe A (4,5%), do Peugeot 308 (3,6%), do Renault Clio (3,2%) e do Volkswagen Golf (3,2%).

No período homólogo de 2023, o Megane ocupava apenas o quinto lugar, com uma quota de 3,8%. Nessa altura, o automóvel mais verificado era o Mercedes-Benz Classe C (8,6%).

“O mercado português é marcado por contrastes. Enquanto alguns compradores preferem automóveis alemães de qualidade superior, como os Mercedes-Benz, outros procuram veículos citadinos mais baratos, das gamas Peugeot, Renault ou Citroën”, afirma o especialista automóvel da ‘carVertical’, Matas Buzelis.

Popularidade dos MINI disparou

Entre todos os países que participaram no estudo, a popularidade do MINI Coupé (+719,1%), do Tesla Model 3 (+534%), do Tesla Model X (+297,6%), do Audi RS 7 (+262,2%) e do Jaguar E-PACE (+186,6%) foi a que mais cresceu no primeiro semestre deste ano.

A popularidade crescente destes modelos é uma boa notícia para quem planeia vendê-los. Quanto maior for a procura de um automóvel no mercado de segunda mão, mais elevado será o preço que o vendedor pode esperar obter.

Fraude da quilometragem é mais comum em modelos populares

É frequente os modelos populares serem alvo de fraudes. O mercado está saturado de carros com quilometragem adulterada, que pode causar inúmeros problemas aos novos proprietários. Quando não se sabe ao certo a distância percorrida pelo veículo, é difícil seguir as recomendações do fabricante e efetuar manutenções atempadas.

Nos primeiros seis meses de 2024, 3,8% de todos os Megane verificados na ‘carVertical’ em Portugal tinham leituras de conta-quilómetros adulteradas, pelo que os compradores devem ser particularmente cautelosos e evitar fechar negócios sem verificar os registos dos carros. Outros modelos muito procurados também costumam sofrer alterações ao conta-quilómetros: Mercedes-Benz Classe A (1,9%), Peugeot 308 (6,1%), Renault Clio (1,1%) e Volkswagen Golf (2,1%).

Mercado de veículos usados estabiliza

Em quase todos os mercados, os preços dos veículos usados continuam a estabilizar e a diminuir gradualmente. Esta redução de preços deve-se à recuperação do mercado de automóveis novos – hoje, já não se registam atrasos significativos na produção de automóveis, como acontecia há alguns anos. À medida que mais automóveis novos são fabricados, mais modelos entram no mercado de usados.

Em relação aos veículos elétricos, o mercado recuperou nos países que introduziram recentemente novos incentivos, mas trata-se apenas de uma tendência temporária. A longo prazo, é provável que o mercado dos veículos elétricos enfrente dificuldades. Afinal, alguns fabricantes já começaram a reinvestir nos automóveis com motor de combustão interna.

“As pessoas que queriam veículos elétricos já os têm. Os restantes condutores não veem necessidade de mudar para este tipo de veículos porque não têm onde os carregar ou não têm dinheiro para os comprar”, explica Buzelis.

Segundo Buzelis, a compra de automóveis usados recuperou ligeiramente e o número de transações nos principais mercados europeus cresceu de forma constante no primeiro trimestre deste ano.

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