Relógios de ouro, cartões de crédito: viúva de João Rendeiro escondia fortuna em casa da irmã

João Rendeiro, de 69 anos, foi encontrado morto a 12 de maio de 2023

Francisco Laranjeira

A viúva de João Rendeiro terá pedido à irmã, Celeste Matos, para esconder vários artigos de luxo no seu apartamento em Oliveira do Bairro, no distrito de Aveiro, segundo indicou o jornal ‘Observador’, que foram apreendidos em 2022 pela Polícia Judiciária.

Entre os artigos escondidos estavam, descobriram os inspetores, verdadeiros tesouros: num armário por baixo do lava-louças, encontraram caixas de ourivesaria vazias de marcas de luxo como Cartier, Channel, Versace e Mont Blanc. Celeste Matos explicou que as caixas tinham acomodado peças de ourivesaria daquelas marcas de luxo, entretanto vendidas por Maria Rendeiro a amigos para realizar dinheiro.

Também debaixo do lava-louças e um armário da despensa estavam também caixas com 14 relógios de luxo, alguns dos quais de ouro – entre as marcas estavam algumas das mais caras do mundo, como Rolex, Cartier, Franck Muller, Bulgari e a menos conhecida (mas nem por isso menos valiosa…) Ulysse Nardin. Os relógios em questão não terão sido avaliados, mas é provável que cada um custe vários milhares de euros – as autoridades desconfiam que possam valer mais de 100 mil euros, até porque alguns são de ouro amarelo e branco.

Aos inspetores, Celeste Matos indicou que os objetos estavam ali a pedido da irmã, Maria Rendeiro. Foram também encontrados cartões de débito e crédito internacionais, nomeadamente do Barclays e do banco americano TD Bank, que opera essencialmente na Costa Leste dos Estados Unidos, o que provou que Maria Rendeiro tinha contas bancárias em Londres e nos Estados Unidos. Os cartões, frisou Celeste Matos, eram usados para fazer levantamentos diários de 300 euros por cartão, que se destinavam a pagar aos advogados de Maria e João Rendeiro – o montante total de levantamentos ascendia aos 40 mil euros.

João Rendeiro, de 69 anos, foi encontrado morto a 12 de maio de 2023 e deveria ser presente em tribunal na manhã seguinte, segundo uma nota do Departamento de Serviços Penitenciários da África do Sul.

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O antigo presidente do BPP estava detido na África do Sul desde 11 de dezembro de 2021 a aguardar extradição, após três meses de fuga à justiça portuguesa para não cumprir pena em Portugal.

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