O relógio do juízo final mantém os seus ponteiros a apenas 100 segundos de um apocalipse hipotético – ou seja, permanecem estáveis ao longo dos últimos dois anos, quando caíram para abaixo de 2 minutos em 2020 devido à pandemia da Covid-19. Apesar da diminuição da ‘influência’ do coronavírus a nível mundial, o alerta continua presente. Em 2022, devido à guerra na Ucrânia e um possível ataque nuclear, vai continuar nos 100 segundos. Ao longo da história, o relógio mudou o seu ‘tempo’ em 21 ocasiões – variou dos 17 minutos em 1991 para 2 minutos em 1953, 2018 e 2019. Em 2020, 2021 e 2022 ficou estável nos 100 segundos.
A decisão é tomada pelo Conselho de Ciência e Segurança do Boletim de Cientistas Atómicos, que é a associação que se reúne duas vezes por ano para tomar uma decisão. Em comunicado, declararam que vão “reunir-se nos próximos dias para avaliar a situação”, que declararam ser “precária”, segundo revelou esta sexta-feira o jornal espanhol ‘ABC’.
The Bulletin condemns the Russian invasion of #Ukraine.
Read our full statement on the unfolding crisis: https://t.co/WZpBkP9hRv pic.twitter.com/KUNALMShZW
— Bulletin of the Atomic Scientists (@BulletinAtomic) February 28, 2022
Os motivos levados em consideração para a mudança dos ponteiros são vários: consequências das mudanças climáticas, um possível ataque nuclear ou o uso de tecnologias e os seus efeitos sobre os seres humanos. Neste momento, a maior ameaça considerada foram os efeitos das mudanças climáticas e da guerra da Ucrânia.
O Boletim de Cientistas Atómicos foi criado por Albert Einstein e outros cientistas em 1945, em colaboração com a Universidade de Chicago. O relógio do juízo final, objeto simbólico, começou a funcionar em 1947. A função desse marcador não é gerar medo mas fazer com que a população e os políticos vejam que algumas ações podem ter consequências fatais para o futuro do mundo.













