Relógio do Apocalipse diz que o mundo está a 100 segundos do fim

O Relógio do Apocalipse foi esta quinta-feira acertado para os 100 segundos antes da meia-noite. Na prática, quer isto dizer que o mundo está – metaforicamente – a 100 segundos do fim.

Executive Digest

O Relógio do Apocalipse foi esta quinta-feira acertado para os 100 segundos antes da meia-noite. Na prática, quer isto dizer que o mundo está – metaforicamente – a 100 segundos do fim.

Todos os anos os especialistas da revista “Bulletin of the Atomic Scientists” acertam este relógio simbólico, em jeito de aviso dos cientistas para a humanidade. O prémio foi apresentado por Mary Robinson, antiga presidente da Irlanda, acompanhado de Ban Ki-moon, que foi secretário-geral das Nações Unidas, e ainda por Jerry Brown, presidente-executivo da publicação. As alterações climáticas e o risco nuclear são os principais motivos apontados pelos cientistas para estarmos tão perto do fim do mundo como o conhecemos.

Também a subida das emissões globais de dióxido de carbono nos últimos anos e a propagação de notícias falsas ou, em inglês, fake news, os avanços na inteligência artificial e na ciência e tecnologias também são algumas das maiores preocupações para os especialistas responsáveis por acertar os ponteiros do relógio, entre os quais 14 cientistas galardoados com o Prémio Nobel.

Desde o seu lançamento em 1947, o “Bulletin” acertou o ponteiro dos minutos no Relógio do Apocalipse 23 vezes, embora no ano passado se tenha decidido não mexer. Quando foi criado, as armas nucleares eram o maior perigo para a humanidade. Mas em 2007 passaram a ser as alterações climáticas.

O ano de 1991, com o fim da Guerra Fria que resultou no primeiro tratado a prever cortes significativos nos arsenais estratégicos de armas nucleares, foi o primeiro a ficar mais longe da meia-noite: 17 minutos.

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