O Departamento de Estado dos EUA, no seu balanço sobre Direitos Humanos, indicou que Portugal não tem problemas de maior, destacando no entanto casos de antissemitismo – em causa, de acordo com a ‘CNN Portugal’, estão “múltiplos casos de vandalismo a locais ou propriedades de judeus”, citando apenas um caso específico.
A pessoa em questão é António Tânger Corrêa, cabeça de lista do Chega às eleições europeias em 2024: numa entrevista ao jornal ‘Observador’, o atual eurodeputado sugeriu que os judeus podem ter sido avisados dos atentados de 11 de Setembro, em Nova Iorque, que mataram quase 3 mil pessoas
Segundo o relatório, as palavras destacadas foram: “Quando cheguei a Israel, uma semana antes, estava muito cru. Era amigo do Shimon Peres, que era ministro dos Negócios Estrangeiros, com quem contactei imediatamente, e tinha dois ou três colegas, embaixadores de outros países que tinham estado comigo já noutros postos”, referiu o eurodeputado.
“Todos eles disseram que corria o boato de que ia haver uma coisa em grande nos Estados Unidos. Efetivamente, quando se dá o atentado, os jornais israelitas não esperaram pelo dia seguinte para dizer ‘cálculo do número de mortos = x’. Coincidia quase com o número de mortos de israelitas desde a criação do Estado de Israel. Depois, à medida que o tempo foi passando, chegou-se à conclusão de que o número de mortos era muito menor. Agora, se houve aviso ou não houve aviso, fica a dúvida no ar”, apontou.
Sobre um eventual aviso, Tânger Corrêa indicou que “podem ter sido, digo eu. Não garanto, porque não ouvi nada desses avisos. Agora, o que é facto é que estavam menos pessoas a trabalhar nas Twin Towers, que, como sabe, eram um local onde muitos judeus [trabalhavam]”.














