O ministro dos Negócios Estrageiros da Rússia, Sergei Lavrov, disse esta segunda-feira que as relações da Rússia com a China estão mais fortes do que nunca, avança a ‘Reuters’.
As declarações do líder russo surgem numa altura em que as nações ocidentais estão a tentar isolar Moscovo, recorrendo a sanções sem precedentes.
Pequim manifestou repetidamente oposição às sanções, insistindo que ira manter as trocas económicas e comerciais normais com a Rússia.
A par disso, o país liderado por Xi Jinping recusou-se a condenar as ações de Moscovo na Ucrânia, ainda que continue cauteloso com as empresas chinesas que entram em conflito com as sanções.
Aliás, começam a surgir sinais de que o gigante asiático está a distanciar-se, ainda que subtilmente, da Rússia, até porque o país não quer ser afetado pelas sanções que têm sido impostas ao Kremlin.
O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês já admitiu, durante uma conversa com o seu homólogo espanhola na semana passada, que “a China não é parte envolvida na crise da Ucrânia, e não quer ser afetada pelas sanções”, vincou Wang Yi.
Os analistas afirmam que a China está a tentar manter um “balanço delicado” entre o apoio à retórica russa mas sem antagonizar os Estados Unidos.
Pese o facto de Pequim e Moscovo partilharem um interesse estratégico em desafiar o Ocidente, os bancos chineses não querem perder o acesso aos dólares americanos e a indústria chinesa não se pode dar ao luxo de ser privada da tecnologia dos Estados Unidos.
E, embora a China seja o principal parceiro comercial da Rússia, Pequim faz mais trocas comerciais com os Estados Unidos e a União Europeia.




