O Barclays está a enfrentar um novo ataque por parte do investidor activista Edward Bramson, depois do banco ter revelado que os reguladores britânicos estão a investigar o seu director executivo, Jes Staley, devido a ligações a Jeffrey Epstein, condenado por abuso sexual, segundo o ‘The Guardian’.
Bramson, que detém uma participação de 5,5% no Barclays através da empresa de investimentos Sherborne Investors , disse que a investigação sobre o relacionamento de Jes Staley com o economista Jefrrey Epstein é mais um constrangimento para o banco e o mais recente sinal de má gestão por parte do seu conselho.
Numa carta aos investidores Sherborne, Bramson disse: «Há vários meses que fazemos notar as nossas preocupações (com Staley) sobre as consequências para o Barclays da confusão que envolve Epstein nos Estados Unidos e agora também no Reino Unido. Esse é outro exemplo de fraqueza na gestão que levou, inevitavelmente, a desilusões e constrangimentos públicos recorrentes, que atormentam o Barclays há tanto tempo», disse citado pelo ‘The Guardian’.
Bramson solicitou ainda uma reunião com o presidente do grupo, Nigel Higgins: «esperemos que o conselho trate este tipo de assuntos com seriedade e que Higgins seja capaz de implementar mudanças na gestão, a longo prazo, para encerrar este ciclo», disse.
Este é o mais recente ataque de uma batalha de longa data entre o Barclays e Bramson, que tenta obrigar o grupo a reduzir a sua divisão de banco de investimento, desde que começou a ter uma grande participação no banco no início de 2018. O investidor activista também tentou pressionar o caminho para o conselho no ano passado, mas não conseguiu obter apoio dos accionistas.
O Barclays recusou-se a fazer qualquer comentário sobre a carta de Bramson.
Recorde-se que o banco já tinha revelado que a investigação, lançada pela ‘Financial Conduct Authority’ (FCA) e pela ‘Prudential Regulation Authority’ (PRA) em Dezembro, tinha como principal objecto a relação entre Staley, director executivo do Barclays e Epstein, um economista acusado de crimes sexuais, com o foco em perceber se essa relação tinha sido correctamente divulgada ao banco e aos órgãos reguladores, tal como avançado pela Executive Digest, na altura.





