O Reino Unido reabre esta sexta-feira, dia 10 de Julho, as fronteiras, estabelecendo corredores aéreos para cerca de 59 territórios, dos quais Portugal não faz parte, sendo por isso obrigado a cumprir 14 dias de quarentena.
Por outro lado, países como Espanha, Itália, França e Alemanha fazem parte da lista aprovada pelo Governo britânico, tal como a imprensa local já tinha dado a entender.
«Esta lista poderá ser aumentada nos próximos dias, após discussões adicionais entre o Reino Unido e parceiros internacionais», refere o ministério dos Transportes britânico na nota publicada na sua página oficial.
Veja a lista completa dos 59 territórios:
Andorra
Alemanha
Nova Zelândia
Antígua e Barbuda
Grécia
Noruega
Aruba
Gronelândia
Polónia
Austrália
Grenada
Reunião
Áustria
Guadalupe
San Marino
Bahamas
Hong Kong
Sérvia
Barbados
Hungria
Seychelles
Bélgica
Islândia
Coreia do Sul
Bonaire, Sint Eustatius e Saba
Itália
Espanha
Croácia
Jamaica
São Bartolomeu
Curaçao
Japão
São Cristóvão e Neves
Chipre
Liechtenstein
Santa Lúcia
República Checa
Lituânia
São Pedro e Miquelon
Dinamarca
Luxemburgo
Suíça
Domínica
Macau
Taiwan
Ilhas Faroe
Malta
Trinidad e Tobago
Fiji
Maurícias
Turquia
Finlândia
Mónaco
Cidade do Vaticano
França
Países Baixos
Vietname
Polinésia Francesa
Nova Caledónia
Os 14 territórios ultramarinos britânicos também serão isentos da quarentena obrigatória.
A lista dos países tem como factores não só a prevalência de coronavírus nos respectivos países, mas sobretudo o número de novos casos e a trajectória potencial nas próximas semanas da doença no país.
Desde 08 de Junho que todas as pessoas que chegam do estrangeiro ao Reino Unido, incluindo britânicos, são obrigadas a permanecer em isolamento durante 14 dias para conter a pandemia covid-19 no país.
Caso não respeitem a quarentena, incorrem numa multa de cerca de 1.000 euros.
Os países serão agora agrupados e classificados com as cores dos semáforos para sinalizar os destinos mais e menos seguros. De 15 em 15 dias o Governo de Boris Johnson vai proceder a uma reavaliação.
O Reino Unido é o principal mercado emissor de turistas para Portugal, tendo representado 19,2% das dormidas de estrangeiros em 2019 e vindo a registar sucessivos crescimentos desde 2013, apenas interrompidos em 2018, de acordo com dados do INE.
Os destinos preferenciais dos hóspedes britânicos foram o Algarve (63,4% das dormidas do mercado), a Madeira (18,5%) e a Área Metropolitana de Lisboa (10,8%).
Para além da reabertura de fronteiras, como parte do plano de desconfinamento o Reino Unido vai ainda permitir a reabertura de piscinas ao ar livre a partir deste sábado, dia 11 de Julho.
A «confusão» dos Açores e da madeira
Os Açores e a Madeira estão envolvidos numa «confusão» relativamente às restrições de viagem britânicas, isto porque o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido considera que os dois arquipélagos são «lugares seguros» para a sua população, contudo o Ministério dos Transportes não os incluiu na lista de corredores aéreos do país divulgada ontem.
Isto significa que apesar de serem considerados seguros, os britânicos que viajarem para os Açores e para a Madeira não vão livrar-se de cumprir um período de 14 dias de quarentena, o que causou muita discórdia perante as grandes figuras portuguesas.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, fala num «elemento de caos final para mostrar o absurdo» da decisão.
Por sua vez, o secretário regional do Turismo e Cultura, Eduardo Jesus, disse ao Diário de Notícias da Madeira, que «esta decisão comunicada pelo governo de Inglaterra gera confusão. Tem aspectos positivos. O primeiro aspecto é que considera a Madeira um destino seguro e isso é um reconhecimento do trabalho que a Madeira tem feito e naturalmente que é o registo que mais interessa, mas a confusão é causada pela não coincidência entre as listas que são colocadas a público pelo Ministro do Interior e pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros ingleses. Um considera a Madeira um destino seguro e outro não liberta a Madeira da obrigação dos cidadãos que voltam a Inglaterra ficarem em quarentena».
«Estamos em crer que se trata de um erro e tratando-se de um erro estamos a diligenciar no sentido de que as autoridades tomem devida nota dos argumentos que são apresentados, não só pela Madeira, mas pelas próprias autoridades inglesas que já nos conhecem», sublinha.













