O governo britânico e o aeroporto de Heathrow estão a trabalhar numa alternativa à quarentena imposta a quem chega ao país proveniente de uma região considerada de risco. Em vez de obrigar os viajantes a ficar duas semanas em isolamento, está em cima da mesa a possibilidade de avançar com testes à COVID-19. O objectivo, segundo explica a agência Reuters, será ajudar as companhias aéreas e os aeroportos a recuperar a actividade.
O aeroporto londrino de Heathrow anunciou esta quarta-feira que tem disponível uma zona de testagem, preparada para começar a funcionar assim que o Reino Unido aprove uma alteração às regras actuais. A ideia é que passem a existir dois testes aos viajantes: um quando chegam e outro alguns dias depois, encurtando o período de quarentena.
Do lado do governo, o ministro da Saúde Matt Hancock afirma que o plano de Heathrow ainda está a ser avaliado e que há alguma incerteza relativamente à capacidade de identificar todos os infectados através dos dois testes. «Estou muito contente que eles estejam a fazer progressos, mas temos de garantir que isto é seguro porque essa é obviamente a nossa principal prioridade», disse o ministro em entrevista à rádio LBC.
Além do próprio aeroporto, também as companhias aéreas se mostram interessadas nesta alternativa à quarentena de 14 dias. Os líderes da British Airways, easyJet e Ryanair sugerem que o governo britânico siga as pisadas da Alemanha, que implementou um único teste à COVID-19 para todas as chegadas de países de risco.
«Acreditamos que um protocolo de testes baseado no modelo alemão estimularia uma procura significativa ao mesmo tempo que protegeria a saúde pública», escreveram os CEOs destas empresas numa carta enviada esta semana ao ministro dos Transportes.









