Bob Seely, um deputado conservador, solicitou à empresa de telecomunicações britânica, ‘British Telecom’ (BT), que investigasse se a Huawei está a agir em conformidade com a política de anti-escravidão da empresa, na sequência de alegadas denúncias de trabalho forçado, de acordo com o ‘The Guardian’.
Seely citou um estudo do ‘Australian Strategic Policy Institute’ (ASPI), que concluiu que os uigures (povo muçulmano residente na China e em outras áreas da Ásia) trabalham na Huawei e em dezenas de outras marcas globais, «sob condições de trabalho forçado».
«Nessas fábricas longe de casa, os trabalhadores uigures são obrigados a levar uma vida dura, ao ‘estilo militar’. São submetidos a treinos organizados em mandarim, fora do horário de trabalho, sujeitos a vigilância constante», refere o estudo.
O deputado, que faz parte de um grupo de conservadores descontentes com os planos do governo britânico, de permitir que a Huawei forneça tecnologia 5G, expôs todas as suas preocupações através de uma carta enviada a Philip Jansen, director-executivo da BT, a que o ‘The Guardian’ teve acesso.
Na carta, o deputado questiona o líder da BT sobre o que pode ser feito mediante estas informações: «Como director executivo da BT, o que é que pretende fazer em relação à Huawei após as acusações feitas contra a empresa, pela ASPI? A BT acredita que as acusações são ou podem ser verdadeiras?», questiona Seely.
Na resposta a empresa diz ser «contra todas as formas de escravidão, em qualquer local», acrescentando «exigimos que todos os nossos fornecedores cumpram os padrões internacionais e as leis aplicáveis, para que possam negociar connosco. Lemos o relatório da ASPI e estamos a analisar o assunto», responde a BT, referindo ainda que já se encontra em conversações com a Huawei sobre a informação avançada pelo relatório.








