Vários aviões foram infestados de insetos no Reino Unido no ano passado, ficando impedidos de descolar, de acordo com um relatório divulgado esta sexta-feira e citado pelo ‘Euronews’.
Oito aviões não puderam descolar do aeroporto de Heathrow, em Londres, em julho de 2021, devido a ninhos de vespas e abelhas que bloquearam as ‘sondas pitot’ – tubos usados para medir a velocidade do avião.
Sete dos aviões pertenciam à British Airways, enquanto um era da Virgin Atlantic, de acordo com o relatório da ‘Air Accidents Investigation Branch’ (AIIB).
“O Boeing 777-300, G-STBJ foi encontrado com a sonda pitot direita bloqueada” por “um inseto, suspeito de ser uma abelha ou vespa”, lê-se no relatório .
As descolagens foram canceladas porque as autoridades alertaram que a indicação de velocidade não confiável ou bloqueada é um “risco sério”. O que significa que os passageiros poderiam estar em perigo se o avião tivesse descolado como previsto.
O elevado nível de atividade de insetos verificado em 2021 pode levar a um “a um maior surgimento de insetos na primavera de 2022”, acrescentou o relatório, adiantando que o risco de mais bloqueios de sondas “pode ser significativo”.
A gestão proativa do habitat e a monitorização dos aviões serão necessários para mitigar o risco no futuro, segundo o documento. “Com a mudança para uma aviação ‘mais verde’, isto pode tornar-se ainda mais importante no futuro”, acrescentou.
Como é que os insetos foram lá parar?
O relatório estima que as vespas podem ter nidificado nas sondas do avião devido a fatores ambientais. A qualidade do ar é um dos muitos fatores ambientais que determinam o sucesso dos polinizadores.
Flores e plantas emitem aromas que permitem que polinizadores como abelhas ou vespas saibam que há pólen disponível. Mas esses aromas florais estão a ser degradados por certos poluentes no ar.
O resultado é o facto de os animais poderem precisar de trabalhar mais e viajar mais para polinizar. Desta forma, acabam por escolher áreas diferentes para aninhar, neste caso, aviões.


