Uma tragédia abalou a cidade de Southport, no Reino Unido, quando um ataque com faca a um centro de dança resultou na morte de pelo menos três crianças, sendo que uma delas trata-se de uma menina de nove anos de nacionalidade portuguesa, identificada como Alice Aguiar.
Segundo avança o Correio da Manhã, o núcleo familiar da menina é originário da Madeira, e fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros confirma que a criança tem nacionalidade portuguesa e que “o Cônsul Geral de Portugal em Manchester está acompanhar a família, tendo já falado com os pais, e vai continuar a acompanhar para dar o apoio necessário”. Alice não sobreviveu aos ferimentos graves e faleceu no hospital durante a madrugada.
A confirmação da morte de Alice foi divulgada por familiares e amigos dos pais, que lamentam profundamente a perda. As autoridades oficiais britânicas ainda não confirmaram este terceiro óbito. O Governo português mantém contacto direto com a polícia britânica para acompanhar a situação.
Além de Alice, outras duas crianças perderam a vida no ataque de segunda-feira, com mais cinco menores e dois adultos a encontrarem-se internados em estado grave.
O primeiro-ministro Luís Montenegro reagiu pouco depois às trágicas noticias. Nas redes sociais, endereçou as condolências à famílias de Alice.
Foi com profunda consternação que tive conhecimento do indescritível ataque ocorrido ontem em Southport, no Reino Unido. Em meu nome pessoal, do Governo de Portugal e do Povo português expresso as mais sentidas condolências aos familiares das vítimas e ao Governo e ao povo…
— Luís Montenegro (@LMontenegropm) July 30, 2024
O ataque, que ocorreu em Southport, uma cidade no norte de Inglaterra, foi realizado por um jovem de 17 anos. O suspeito entrou no local armado com uma faca e atacou crianças com idades entre seis e dez anos que participavam de um workshop de ioga e dança com o tema “Taylor Swift” no Hope of Hart, um espaço que funciona num antigo armazém. A motivação para o ataque ainda não foi esclarecida pelas autoridades.
A chefe da polícia de Merseyside, Serena Kennedy, revelou ontem que seis das crianças feridas estavam em estado crítico e que o ataque também deixou dois adultos em estado grave. Em conferência de imprensa, Kennedy explicou que a polícia acredita que os adultos feridos estavam a tentar proteger as crianças durante o ataque. “Acreditamos que os adultos feridos estavam a tentar bravamente proteger as crianças que estavam a ser atacadas,” afirmou Kennedy.
A polícia de Merseyside recebeu relatórios de um esfaqueamento em Southport por volta das 11:50 da manhã, hora local. Serviços de emergência foram acionados para o que foi descrito como um “incidente grave” na cidade. O jovem de 17 anos foi detido no local sob suspeita de homicídio e tentativa de homicídio.
“A investigação está ainda em estágios iniciais e a motivação do incidente permanece incerta. No entanto, a Polícia de Contra-Terrorismo do Noroeste ofereceu apoio,” acrescentou Kennedy. A polícia já afirmou que o incidente não está a ser tratado como relacionado com terrorismo.
Colin Parry, proprietário de um negócio local e uma das pessoas que chamou a polícia, descreveu o ataque como uma “cena de um filme de terror”. Parry relatou que várias crianças foram esfaqueadas e que mães, em estado de pânico, chegavam ao local aos gritos. “É como algo que vem da América, não de um lugar ensolarado como Southport,” afirmou Parry, destacando a intensidade da cena que presenciou.
Um residente da Hart Street, que preferiu não ser identificado, relatou que uma mulher chegou ao local gritando que a filha havia sido esfaqueada. Ele ajudou a levar a criança para o local onde estavam os carros de polícia e ambulâncias, e testemunhou a chegada de mais recursos de emergência.
O Alder Hey Children’s Hospital Trust em Liverpool, localizado a cerca de 32 quilómetros de Southport, declarou um “incidente grave” devido à situação. A tragédia deixou a comunidade em choque e continua a ser acompanhada de perto pelas autoridades britânicas.














