A ideia foi apresentada por Theresa May em 2018, validada por Boris Johnson no ano passado e, agora, está nas mãos de Martin Green. O antigo responsável pela organização das cerimónias Olímpicas no Reino Unido é o nome por detrás do festival que irá celebrar a saída do país da União Europeia. Já é conhecido, aliás, como “Festival do Brexit”.
Embora não revele, para já, o alinhamento do evento, que deverá acontecer em 2022, Martin Green garante que a celebração visa aproximar a nação através da alegria, esperança e felicidade. Com um orçamento de 120 milhões de libras (cerca de 140 milhões de euros), o festival promete ainda provar que os cínicos estão errados.
«O que se faz é abraçá-lo [ao cinismo]. Não se tem um comportamento negativo em relação a ele porque é uma resposta completamente natural. Mas as pessoas mudam de ideias quando começam a ver as coisas por si próprias», afirma o director do Festival 2022.
Em entrevista ao Guardian, Martin Green adianta que foi disponibilizado dinheiro precisamente porque o Reino Unido está de saída da União Europeia e que não existe dúvida de que a criatividade e o talento britânico poderão ajudar a reencontrar terreno comum entre os cidadãos. O responsável sublinha também que espera conseguir provar que não se trata de um festival de incentivo ao patriotismo.
Sobre aquilo que o Festival 2022 não será, Martin Green aponta para um só evento num único local num único dia. O festival deverá ser algo mais abrangente, que seguirá a criatividade por onde ela existir.














